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28/08/2015 - 08h01

Para ministro do Trabalho, desemprego vai diminuir ainda este ano

Fonte: Agência O Globo



O ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou nesta quarta-feira (26) que, apesar da preocupação do governo com a supressão de empregos no Brasil, ele acredita que a taxa de desemprego possa cair ainda este ano. No entanto, ele chama atenção para o crescimento do mercado de trabalho, que dobrou.
 
"Dobramos o mercado de trabalho. Temos 50 milhões de trabalhadores com carteira assinada, formalizados. Dobramos o mercado de consumo. incluímos milhões através de política de distribuição de renda".
 
Dias afirmou que o Ministério do Trabalho vem propondo políticas ativas. Ele acredita que não há risco do índice de desemprego chegar a dois dígitos, dados os investimentos do governo federal que geram empregos.
 
"O governo federal vai colocar no mercado R$ 220 bilhões na agroindústria e na agricultura familiar. No setor de portos, rodovias e ferrovias, leiloados este ano e ano que vem, há uma previsão de investimento somados em mais de R$ 30 bilhões. Nós temos uma previsão de capital estrangeiro crescendo no Brasil para investimento na ordem de R$ 62 bilhões, dos quais R$ 18 bilhões já foram investidos. Então, há uma situação diferente do que há dez anos",  listou Dias. "São várias ações que ajudam a acreditar que vamos em um prazo muito curto recuperar. Temos que superar o pessimismo".
 
Entre outras medidas positivas que Dias citou, está um fórum que será instalado no próximo dia 2, constituído pela presidente Dilma Rousseff, com ministérios, centrais sindicais e representantes dos aposentados para discutir políticas públicas que visam combater o desemprego.
 
Dias mencionou a reunião com representantes de diferentes setores da economia no início do ano para ouvi-los a respeito do momento econômico que o país vive. Segundo ele, alguns setores veem um período oportuno para se preparar, organizar e qualificar para crescer quando iniciada a retomada de crescimento no país.
 
Entre os setores citados, o ministro destacou o comércio varejista, responsável por mais de 10 milhões de empregos no país, segundo Dias.
 
"As multinacionais do setor (varejista) acham que não planejam a curto e médio prazo e acham que o brasileiro está vivendo um hiato pequeno de dificuldade e vai retomar imediatamente a capacidade de geração de emprego", declarou.
 
Ele também citou o setor automobilístico como um dos setores que mais pediu pela implantação do Plano de Proteção ao Emprego através de entidades de representação como a Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores), que "entende que em seis meses é possível organizar a produção".
 
O ministro afirmou que há vários setores da economia brasileira que acreditam na possibilidade de recuperar o crescimento de investimentos no país e, com isso, retomar a geração de emprego.
 
Segundo Dias, o MTE é responsável sozinho pela gestão do Fundo de Garantia, dinheiro dos trabalhadores, que não está sujeito à contingenciamento. Só o Ministério vai injetar R$ 130 bilhões de reais no mercado em investimento. Como exemplo, o ministro citou a inserção de R$ 84 bilhões de reais na construção civil para criação de casas para população de baixa renda. Destes, já foram contratadas 90 mil unidades que representam R$ 27 bilhões de reais. Esse orçamento vai gerar 1,7 milhão de postos de trabalho, de acordo com Dias.
 
Para o setor de serviços, Dias afirma que o governo prepara propostas de qualificação profissional a partir de reuniões com o setor.
 
O ministro falou à imprensa após firmar acordo com a Diretoria de Análises de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas para desenvolver um estudo das políticas relativas à imigração no Brasil a fim de aprimorar as estruturas do Estado.
 
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