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21/08/2015 - 12h57
Paralisação de trabalhadores no Porto de São Sebastião tem 100% de adesão no setor operacional
Fonte: Radarlitoral.com.br

A paralisação de 24 horas dos trabalhadores do Porto de São Sebastião, iniciada às 7 horas desta quarta-feira (19), tem 100% de adesão no setor operacional. A avaliação é do Sindaport (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária). Estão paralisados os serviços de balança, pátio e operação de navios.

A paralisação de 24 horas dos trabalhadores do Porto de São Sebastião, iniciada às 7 horas desta quarta-feira (19), tem 100% de adesão no setor operacional. A avaliação é do Sindaport (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária). Estão paralisados os serviços de balança, pátio e operação de navios.
A principal reivindicação é a equiparação salarial e de benefícios entre os funcionários anteriormente vinculados à Dersa e os concursados da Companhia Docas de São Sebastião (CDSS). Foi mantido o serviço de segurança. Os trabalhadores estão reunidos em frente á entrada do Porto. De acordo com o diretor do Sindaport, Agnaldo Rodrigues da Silva, há em São Sebastião cerca de 45 funcionários da Dersa e outros 40 da Companhia Docas. Ele citou como diferença salarial o setor de vigilância, onde o Guarda Portuário da Dersa recebe cerca de R$ 2.800,00 e o Agente de Segurança Portuária ganha R$ 1.300,00, fora os benefícios. “São profissionais exercendo a mesma função no mesmo local e recebendo salários diferentes. Isso gera uma situação desagradável”, afirmou Agnaldo. A Companhia Docas de São Sebastião formulou proposta de unificação do Acordo Coletivo, oferecendo a seus funcionários os mesmos benefícios concedidos aos antigos empregados antes vinculados à Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). Essa proposta foi analisada e aprovada pela categoria, porém, até agora, o acordo não foi assinado, por falta de autorização do Conselho de Defesa dos Capitais do Estado (Codec). Diante da inexistência do acordo, o Sindaport convocou assembleia e a categoria deliberou pela greve de 24 horas, reivindicando dissídio coletivo.
Outro lado
A Companhia Docas de São Sebastião informou, por meio de nota, que ainda está em negociação com o sindicato e que somente se posicionará após esgotar todas as possibilidades de tratativas para equacionar a questão.