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09/11/2020 - 09h15

Parcela de famílias endividadas e inadimplentes cai em outubro

Fonte: Valor Investe
 
O percentual diminuiu de 67,2% para 66,5% entre setembro e outubro. Na comparação com outubro de 2019, no entanto, a fatia ainda é superior - em igual mês do ano passado, o porcentual era de 64,7%. A parcela de famílias que se declararam inadimplentes, em outubro, também foi menor: 26,1%, ante 26,5% em setembro. Mas ainda opera acima de outubro do ano passado (24,9%).


 
A parcela de famílias endividadas em outubro, na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), diminuiu de 67,2% para 66,5% entre setembro e outubro, informou há pouco a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Na comparação com outubro de 2019, no entanto, a fatia ainda é superior - em igual mês do ano passado, o porcentual era de 64,7%. No mesmo levantamento, a CNC detalhou que a parcela de famílias que se declararam inadimplentes, em outubro, também foi menor: 26,1%, ante 26,5% em setembro. Mas ainda opera acima de outubro do ano passado (24,9%).
 
A CNC informou ainda que a fatia de inadimplentes sem condições de pagar as contas foi de 11,9% em outubro, ante 12% em setembro; e em comparação à parcela de 10,1% em outubro de 2019.
 
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os sinais de melhora na fatia de endividados, que chegou a alcançar maior proporção da série histórica da pesquisa – iniciada em 2010 -, em agosto (67,5%), reflete melhor perspectiva econômica. “No entanto, ainda predominam incertezas sobre a sustentabilidade da retomada no médio prazo, principalmente quanto à capacidade de recuperação do mercado de trabalho e ao cumprimento das metas fiscais”, afirmou Tadros, em comunicado sobre a pesquisa.
 
Ao detalhar a evolução de endividamento em outubro, a CNC apurou que houve recuo na parcela de famílias endividadas entre os mais pobres; e avanço entre os mais ricos. Entre as famílias que recebem até 10 salários mínimos, esse percentual caiu pela segunda vez seguida, chegando a 68% do total — após ter alcançado o recorde de 69,5%, em agosto. Entre as famílias com renda acima de 10 salários, no entanto, esta mesma proporção teve o segundo aumento consecutivo, subindo a 59,4%, ante 59% em setembro.
 
“A redução do endividamento das famílias de menor renda nos dois últimos meses é um reflexo da diminuição dos valores dos benefícios emergenciais, o que exige mais rigor na organização dos orçamentos domésticos. Já o aumento das dívidas entre as famílias com mais de 10 salários indica que elas estão, aos poucos, retomando o consumo”, explicou Izis Ferreira, economista da CNC responsável pela pesquisa.
 
Ainda de acordo com a pesquisa, a parcela média de renda familiar comprometida com dívidas subiu 0,1 ponto percentual entre setembro e outubro, para 30% da renda mensal.
 
Entre as modalidades de dívida mais lembradas, o cartão de crédito ainda ocupa a primeira posição, em outubro, sendo citado por 78,5% dos que se declararam endividados, seguido por carnês (16,4%) e financiamento de carro (10,7%).
 
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