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27/03/2015 - 07h33

Perdas com transporte marítimo foram as menores dos últimos dez anos

Fonte: Segs / Portos e Navios



A Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS) divulgou o relatório anual “Safety & Shipping”, que analisa as perdas no setor de transporte marítimo em cargas acima de 100 toneladas brutas. O estudo revela que a tendência de perdas permanece em queda, sendo apenas 75 ocorrências reportadas pelo mundo em 2014, tornando esse ano o mais seguro para o setor em comparação aos últimos dez anos. As perdas diminuíram 32% comparadas ao ano anterior, o que é bem abaixo da média do período, quando foram registradas 127 ocorrências.
 
Desde 2005, as perdas no transporte caíram 50%. Mais de um terço das perdas totais de 2014 foram nas regiões marítimas – Sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas (17 navios) e Japão, Coréia e norte da China (12 navios). Embarcações pesqueiras e de carga representam mais de 50% do total. A causa mais comum das perdas é o naufrágio, totalizando 65% das perdas em 2014 (49 embarcações). Com 13 navios destruídos, o encalhamento foi a segunda causa mais comum, tendo o fogo e explosões (quatro navios) em terceiro. Esses números vêm caindo de maneira significativa a cada ano.
 
De acordo com o documento, no ano passado houve 2.773 incidentes de navegação em todo o mundo . O leste do Mediterrâneo e a região do Mar Negro foram os locais de maior incidência (490), 5% a mais, se comparado ao ano anterior. As Ilhas Britânicas, o Mar do Norte, o Canal Inglês e a Baía de Biscay ficaram em segundo lugar (465), mais de 29%, e também foram os locais de maior número de ocorrências durante a década passada. Uma embarcação na região dos Grandes Lagos, na América do Norte, reclama o título de navio mais azarado. As análises indicam que a embarcação já reportou 19 incidentes nos últimos oito anos – incluindo seis em apenas um ano. O navio já sofreu um incêndio, falha no motor, falha na direção e até atingiu um tronco submerso.
 
Foco e preparo da tripulação
 
Enquanto a queda em longo prazo nas perdas de embarcações é encorajadora, acidentes recentes como o Sewol e o Norman Atlantic novamente aumentam as preocupações sobre o treinamento e o preparo para emergência em navios de transporte de passageiros, três anos após o desastre do Costa Concordia. Sete navios de passageiros foram perdidos em 2014, configurando quase 10% das perdas totais.
 
“Em muitos casos, a construção da embarcação não é o único ponto fraco. Estes dois incidentes destacam uma brecha preocupante no treinamento da tripulação quando se trata de operações de emergência em balsas transportadoras de veículos ou navios de passageiros”, diz Sven Gerhard, líder global de Produtos, Responsabilidade de Casco & Marítimo da AGCS.
 
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