Notícias
20/02/2013 - 03h08
Plenária aprova paralisação dos portos
Fonte: AssCom Sindogeesp

A plenária nacional dos trabalhadores portuários que aconteceu em Brasília nesta terça-feira definiu que os portos mantidos sob administração pública terão suas atividades paralisadas na sexta-feira, das 7h às 13h, e na próxima terça-feira, das 13h às 19h. A decisão foi tomada durante o encontro pelas lideranças sindicais e dirigentes das três federações - Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Conferentes, Consertadores, Vigias e Trabalhadores de Bloco (Fenccovib).
A plenária nacional dos trabalhadores portuários que aconteceu em Brasília nesta terça-feira definiu que os portos mantidos sob administração pública terão suas atividades paralisadas na sexta-feira, das 7h às 13h, e na próxima terça-feira, das 13h às 19h. A decisão foi tomada durante o encontro pelas lideranças sindicais e dirigentes das três federações - Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Conferentes, Consertadores, Vigias e Trabalhadores de Bloco (Fenccovib).
Prevista para ocorrer somente no Porto de Santos, a greve de seis horas recebeu a adesão dos trabalhadores que atuam nos demais portos administrados pelo Governo Federal depois que o governo atribuiu à MP o caráter de urgência urgentíssima na votação das 645 emendas apresentadas. A notícia foi mal recebida pelos portuários presentes na plenária, que só então decidiram cruzar os braços ao lado dos santistas.
Para o presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora, um dos principais oradores da plenária, a situação dos portuários é caótica. "A cada momento que passa o cerco do governo vai fechando e as notícias são piores, o que nos deixa sem opções e a proposta de greve vai ganhando força entre os companheiros". Ele garante que apesar da desvantagem, a categoria está mobilizada.
Nesta quarta-feira será instalada a comissão parlamentar mista, formada para apreciar as 645 emendas que foram apresentadas à MP. "A quantidade incomum de propostas que vieram dos mais diversos seguimentos da economia envolvidos com a atividade portuária reflete o tamanho da insatisfação com a iniciativa do governo". Além dos trabalhadores, uma grande parcela do empresariado manifestou total descontentamento com a MP.
Para manter o domínio da situação e neutralizar qualquer iniciativa dos sindicalistas e demais oposicionistas à nova regulamentação, o Governo Federal deve confirmar hoje o nome do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) como relator da MP. A quarta-feira será de muito trabalho para os dirigentes sindicais no Congresso Nacional, onde prometem intenso corpo a corpo com os deputados federais e senadores. "Temos que correr contra o tempo, caso contrário a MP será aprovada do jeito que os governistas querem".