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15/10/2015 - 00h53

Policiais que arrastaram manifestantes em cima de viatura serão afastados

Fonte: G1 / Santos

Coronel da PM no litoral de SP disse que conduta colocou vidas em risco. Sindicalistas se manifestavam em frente a sede da Petrobras, em Santos.

 
Os policiais militares que conduziam a viatura que arrastou pelo menos dois manifestantes durante um protesto de petroleiros, na manhã desta quarta-feira (14), em Santos, no litoral de São Paulo, serão afastados. Dois diretores do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP) foram detidos durante o episódio e foram encaminhados ao 1° Distrito Policial do município para prestar esclarecimentos. 
 
O ato teve início por volta das 7h. Sindicalistas se manifestavam em frente a sede da Petrobras, no bairro Valongo, em defesa do fim da corrupção na estatal e contra o acordo coletivo da categoria e a venda de ativos por parte da empresa, quando a confusão entre sindicalistas e policiais teve início. Um grupo tentou impedir a saída de uma viatura enquanto alguns subiram no veículo oficial.
 
Segundo o coronel da Polícia Militar na região da Baixada Santista, Ricardo Ferreira de Jesus, o procedimento adotado pelos agentes colocou em risco a vida dos cidadãos.
 
"Independentemente da conduta desses manifestantes, a conduta desses policiais mitares será alvo de apuração por parte da PM. Já determinei também a apuração por parte do comandante do 6º Batalhão da cidade de Santos e assim que os registros formais no Distrito Policial forem encerrados, será iniciado uma apuração, mas já determinei de imediato o afastamento desses policiais", afirmou o coronel.
 
Em nota, a PM acrescenta ainda que o o Comando de Policiamento do Interior (CPI-6), reitera o compromisso de proteger o cidadão e zelar por sua vida. "Para manter absoluto respeito ao estado democrático de direito apurando convenientemente os fatos, é necessário que os cidadãos respeitem a Constituição, as leis e as instituições. Para que conflitos dessa natureza sejam evitados, os cidadãos não devem interferir no trabalho policial".
 
Outro lado
 
Segundo o diretor José Eduardo Galvão, do Sindipetro-LP, o protesto é contra a corrupção na estatal e também está relacionado à campanha salarial. "A gente está em campanha salarial. A proposta da empresa era um reajuste abaixo da inflação. Enquanto isso os diretores recebem o índice cheio da inflação", afirma.
 
Segundo os sindicalistas, pouco depois do início do ato os seguranças da empresa tentaram utilizar o estacionamento do local também como entrada. A Polícia Militar foi acionada e entrou em confronto com os sindicalistas. "O problema no ato foi que a gerência geral chamou a PM para nos impedir. Na confusão, a PM prendeu dois diretores do sindicato. A gerência queria forçar a entrada dos funcionários para trabalhar, algo que nós não concordamos. Foi então que os policiais jogaram viaturas contra os manifestantes" afirmou Galvão.
 


 
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