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24/04/2017 - 04h13

População de baixa renda vê melhora no salário real com recuo do preço da cesta

Fonte: Folha de S. Paulo
 
A relação entre o salário mínimo e o valor da cesta básica em fevereiro melhorou -ainda que pouco. Como o preço do grupo de alimentos essenciais caiu em 25 das 27 capitais do país, o poder de compra medido em cestas cresceu.
 
Pela cesta mais cara -que, em fevereiro, foi a de Porto Alegre (R$ 435,51), o Dieese estima que o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 3.658,72 -3,90 vezes o mínimo (de R$ 937).
 
Em fevereiro de 2016, o salário mínimo necessário foi de 4,23 vezes o piso vigente.
 
"Com a queda do preço dos alimentos nos últimos seis meses, o salário real da população de baixa renda melhorou. Não de forma estrondosa, mas melhorou", diz Jorge Simino, diretor de investimentos da Funcesp.
 
"O cenário econômico é muito complicado, mas para a classe de baixa renda é um alívio e representa mais comida à mesa. Com a queda dos preços agrícolas, houve um salto [no poder de compra] de 16%", afirma. "Pode dar um algum refresco, inclusive para o consumo de outros bens." Apesar da variável positiva, há o medo do desemprego. O consumidor tenta poupar enquanto luta para sair de dívidas.
 
"O endividamento das famílias e o fato de os bancos emprestarem pouco tornam a recuperação mais complexa."

 
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