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21/11/2014 - 08h41

Porto com papel

Fonte: Monitor Mercantil



O programa Porto sem Papel foi uma das principais promessas de solução apresentadas pelo Governo Federal para reduzir a burocracia. Entretanto, três anos após o início da implementação, há muitas críticas de que o papel continua circulando nas operações e que ainda há muito o que melhorar, de acordo com informações da Confederação Nacional do Transporte (CNT).
 
“O Porto sem Papel continua entregando papel. Ele funciona para o registro da carga, mas não para o cadastro do navio ao atracar e sair do porto”, diz André Zanin, diretor-executivo da Federação Nacional das Agências de Navegação Marítima (Fenamar).
 
Representantes do setor argumentam sobre a necessidade de fornecer informações muito detalhadas, o que acaba demandando um longo tempo dos responsáveis pelo preenchimento do documento. Eles passaram a acumular dupla função, já que também precisam fornecer papéis para vários órgãos que ainda não estão incluídos no sistema. “O resultado é a burocratização de algo que deveria ser desburocratizado.”
 
Segundo a SEP (Secretaria de Portos), o programa prevê a racionalização de informações em um sistema informatizado por meio do documento único virtual. O órgão afirma que as medidas estão sendo implementadas em todos os portos públicos com investimentos previstos de R$ 114 milhões até o fim de 2014.
 
A luta do Eisa
 
Após a crise de agosto, que implicou interrupção de suas atividades, o estaleiro Eisa – do grupo Sinergy, de German Efromovich – tenta dar a volta por cima. A seu favor, a empresa conta com alto volume de encomendas – acima de US$ 1 bilhão – e o fato negativo é que os atrasos geraram multas a favor dos armadores, que poderão ou não ser perdoadas, mediante negociação.
 
Um aporte de US$ 120 milhões de um fundo norte-americano deu algum fôlego de curto prazo, mas ainda restam preocupações. O estaleiro carioca tem 2,7 mil empregados e, se tudo correr bem, irá precisar de mais 600 profissionais ainda este ano. A carteira da empresa inclui três unidades para a Brasil Supply, dois para a Swire Pacific, três para a Astromarítima e quatro para Log-In.
 
Um dos culpados pela crise do Eisa pode ser visto no local. É um dos dez navios encomendados pela venezuelana PDVSA. A embarcação ocupa uma das carreiras, demandou investimentos, e nada foi pago pela estatal. Se, antes, com petróleo em alta, a companhia de petróleo não quitou dívidas, há poucas esperanças agora, com o preço do produto em queda.
 
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