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24/08/2015 - 07h33

Porto de Santos amplia para 32,6% participação na corrente de comércio

Fonte: Codesp 

Movimento de cargas continua a crescer no Porto de Santos e, novamente, as exportações se sobressaem, atingindo crescimento de 7,4%


 
O Porto de Santos registrou, em julho último, o maior movimento acumulado de cargas nos 7 primeiros meses do ano. Com 66,2 milhões t, atingiu um crescimento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado (62,9 milhões t) e suplantou o recorde anterior para esse período registrado em 2013 (64,2 milhões t).  
 
A exemplo do desempenho verificado no primeiro semestre, o acumulado até julho traz como destaque as cargas de exportação, que atingiram 47,0 milhões t, 7,4% acima do apontado em 2014 (43,8 milhões t). As importações (19,2 milhões t) se mantiveram no mesmo patamar do ano anterior (19,1 milhões t), com ligeiro crescimento de 0,4%.
 
“Os sucessivos recordes de movimentação de cargas em Santos, e em outros portos pelo Brasil, refletem o vigor do sistema portuário brasileiro, por onde passam 95% das importações e exportações brasileiras. O resultado reforça a minha confiança de que nossos portos são vetor do desenvolvimento e podem dar a resposta positiva que a economia brasileira precisa para voltar a crescer, gerando novos empregos, melhorando a renda dos trabalhadores e contribuindo para aumentar a arrecadação de municípios, estado e união”, afirma o ministro chefe da Secretaria dos Portos, Edinho Araújo.
 
No fluxo de exportação sobressaíram-se: o milho, com 2,2 milhões t, ficando 61,9% acima do apurado em 2014 (1,4 milhão t); o complexo soja, com 15,3 milhões t, 4,4% acima do ano passado (14,7 milhões t); café em grãos, com 909,8 mil t, 18,3% a mais do que no mesmo período de 2014 (769,0 mil t); óleo combustível, com 1,4 milhão t, 17,6% acima do ano passado (1,2 milhão t); e suco cítrico, com 1,1 milhão t, 13,1% acima do ano anterior (995,4 mil t).
 
As cargas de importação que se destacaram foram o minério de ferro, com 345,0 mil t, 20,0% acima do ano passado (287,5 mil t); e o sal, com 625,8 mil t, 12,8% acima do mesmo período do ano anterior (554,9 mil t). As maiores quedas nesse fluxo foram registradas na movimentação de adubo, com 1,1 milhão t, 29,9% abaixo do ano passado (1,6 milhão t); e trigo, com 431,3 mil t, 52,6% abaixo do último exercício (910,5 mil t).
 
A movimentação de contêineres cresceu 7,2%, saindo de 2,0 milhões teu para 2,2 milhões teu. Em toneladas o aumento foi de 12,8%, aumentando de 21,0 milhões t, em 2014, para 23,7 milhões t, em 2015.
 
O fluxo de navios subiu 1,3%, totalizando 3.022 embarcações.
 
JULHO
 
O desempenho de julho sinaliza a retomada do crescimento das operações de carga, tendência já notada no primeiro semestre do ano. O diretor presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Angelino Caputo e Oliveira, afirma que a expectativa é que o aquecimento verificado nestes 7 meses do ano se repita durante todo o segundo semestre, possibilitando atingir as metas de movimentação estimadas para 2015.
 
O movimento de cargas no mês de julho atingiu 11,0 milhões t, o segundo maior volume mensal registrado pelo porto (o primeiro foi em agosto 2013, com 11,3 milhões t), ficando 9,9% acima do mesmo período do ano passado (10,0 milhões t). Conforme ocorreu no acumulado do ano, as exportações também foram o destaque na movimentação mensal, atingindo 14,1% de crescimento, subindo de 7,0 milhões t para 8,0 milhões t. Já as importações tiveram ligeira queda (- 0,1%), decrescendo de 2.998.124 t para 2.996.204 t.
 
Dentre as cargas de maior expressão na movimentação física, duas tiveram reflexo predominante no crescimento de julho, ambas no fluxo de exportação: o milho, com 1,3 milhão t, um crescimento de 108,8% sobre o verificado em 2014 (651,3 mil t); e o complexo soja, com 1,7milhão t, crescimento de 16,0% sobre o verificado em julho do ano passado (1,4 milhão t).
 
Ainda na corrente de exportação, a soja em grão registrou aumento de 25,1%, atingindo 1,2 milhão t; o álcool teve um incremento de 57,7% e os sucos cítricos de 20,3%.
 
Com relação às importações,  os destaques foram para a nafta, com 419,5% de aumento, e o sal, com 75,4%. As maiores quedas verificadas nesse fluxo foram devido à redução das importações de adubo (-30,7%), enxofre (-44,0%) e trigo (-71,1%).
 
As operações com contêineres atingiram 360.132 teu em julho, ficando 10,3% acima do mesmo período do ano passado (326.614 teu). Em tonelagem o crescimento foi de 9,8%, saindo de 3,4 milhões t, no ano passado, para 3,8 milhões, em julho deste ano.   A quantidade de navios atracados subiu 7,4%, saindo de 435 para 467 embarcações.
 
BALANÇA COMERCIAL 
 
Os US$ 60,7 bilhões movimentados por Santos, no acumulado de janeiro a julho deste ano, garantiram uma participação expressiva de 32,6% no total movimentado na Corrente de Comércio do país (US$ 186,4 bilhões).  No último ano essa participação foi de 25,4%.
 
O valor das exportações realizadas através do Porto de Santos de janeiro a julho totalizou US$ 30,3 bilhões, representando 32,1% desse fluxo no país (US$ 94,3 bilhões). Em 2014 essa participação foi de 25,3%.  
 
Do total exportado em 2015, os principais destinos foram: China, com participação de 17,3%, seguida dos Estados Unidos, com 13,3%, e Argentina, com 6,5%.
 
As principais cargas exportadas foram: a soja em grãos, com 15,2% de participação, para China, Tailândia e Coréia do Sul, além de outros 16 países; o café em grãos, com 9,3% de participação, para os Estados Unidos, Alemanha e Itália, além de outros 76 países; e açúcar, com 7,2%, para Bangladesh, China e Egito, bem como para outros 53 países.
 
O valor das importações atingiu US$ 30,4 bilhões, representando 33,0% do fluxo de importação do país (US$ 92,1 bilhões). No ano passado essa participação foi de 25,4%.
 
Do total correspondente às cargas importadas, 22,0% procedem da China, 15,8% dos Estados Unidos e 9,3 da Alemanha.
 
Quanto ao valor, as principais cargas importadas foram: caixas de marchas, com 1,29%, do Japão, Coreia do Sul, Indonésia e outros 21 países; inseticidas, com 1,19% de participação, dos Estados Unidos, França e Bélgica, além de outros 12 países; e partes e acessórios de carroçarias para veículos automóveis, com 0,98% de participação, da Coreia do Sul, Japão, Tailândia e outros 56 países com menor participação.


 
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