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14/09/2016 - 04h41

Porto de Santos faz o maior simulado de combate a incêndio da história

Fonte: G1/Santos
 
Cerca de 250 pessoas participaram da ação, realizada nesta terça-feira (13). Simulado é uma medida de precaução após os últimos incêndios no Porto.

 
O maior simulado já realizado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, aconteceu na manhã desta terça-feira (13), na margem esquerda do canal, em Guarujá. O objetivo do treinamento foi avaliar o tempo de resposta dos funcionários e autoridades em caso de um acidente envolvendo contêineres em terminais portuários.
 
A ação é uma medida de precaução após os dois últimos incêndios no Porto de Santos, na Ultracargo e na LocalFrio. O simulado foi realizado no terminal portuário da Santos Brasil, que não teve as operações paralisadas durante a ação.
 
Cerca de 250 pessoas participaram do trabalho. Representantes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Ibama, Cetesb, prefeituras, Antaq, Receita Federal, Polícia Federal e Forças Armadas estavam presentes.
 
Antes do início do simulado, houve um seminário de explicação das regras de segurança adotadas no Porto de Santos. Segundo o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Botelho Oliva, esse foi o maior simulado já realizado no Porto de Santos em toda a história. "Nós estamos marcando a história do Porto de Santos. Dando resposta à sociedade e mostrando que estamos preparados para caso uma tragédia aconteça", explicou.
 
A ação, efetivamente, começou por volta das 10h30. Um contêiner foi quebrado para simular o vazamento de um líquido. Equipes de segurança da empresa e do Corpo de Bombeiros chegaram ao local, identificaram o produto e separaram os contêineres que não foram atingidos na ocorrência. Um funcionário também simulou que estava ferido e recebeu atendimento.
 
Após a ação, o major 6º do Corpo de Bombeiros Daniel Tenorio dos Santos falou sobre o simulado que foi realizada no terminal. "Foi feito de uma forma real, como se fosse uma situação real, inclusive, com as nossas deficiências. Todas as vezes que temos incidentes de grande porte, temos que usar muita água e há a necessidade de pessoas, materiais grandes e um tempo grande. Esse simulado serve para que saibamos as necessidades em uma ocorrência", disse ele.
 
O major ressaltou o envolvimento de vários órgãos na realização do simulado e a importância de se fazer um treinamento como este. "A ideia é ter uma gravidade parecida com o que tivemos na Localfrio, em janeiro. O simulado será analisado e avaliado ponto a ponto, para que seja melhorado", afirmou.
 
O presidente da Codesp também enfatizou a necessidade de contar com a ajuda do governo municipal, estadual e federal em ações nas áreas portuárias, prinicipalmente, no Porto de Santos, que é o maior do país.
 
"Nós pensamos em fazer um trabalho que responda a sociedade. A Codesp puxou para si esse plano de fazer um grande simulado e mostrar, mais uma vez, o pioneirismo do Porto de Santos. Esse simulado mostra que temos uma integração entre vários setores", falou Oliva.
 
O diretor de Operações Portuárias e Logísticas da Santos Brasil, Ricardo Molitzas, explicou que os órgãos trabalharam cerca de três meses para elaborar o simulado que já estava sendo planejado há mais de um ano. "Hoje foi testado tudo que pensamos e organizamos. Agora, vamos estudar os dados e pensar o que podemos melhorar. Não podemos avaliar preliminarmente. Precisamos ver os dados e dar uma posição correta", disse ele.
 
Ultracargo
 
Em abril de 2015, um incêndio na empresa Ultracargo atingiu seis tanques de combustível da empresa Ultracargo, próximo ao Porto de Santos. Ninguém ficou ferido. O incêndio chamou a atenção de autoridades que passaram a alertar para possíveis planos de fuga em casos de catástrofes na região.
 
No início do incêndio, a temperatura chegou a 800°C e foi necessária ajuda do Governo Federal e importação de produtos de combate a chamas para cessar as chamas. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) multou a empresa em R$ 22,5 milhões pelo incêndio e a Prefeitura de Santos aplicou multa de R$ 2,8 milhões.
 
O local onde ocorre o incêndio abrigava 175 tanques de capacidade de até 10 mil m³, cada um, em uma área de 183.871 m². A Ultracargo armazena produtos como combustíveis, óleos, vegetais, etanol, corrosivos e químicos.
 
Localfrio
 
Um contêiner pegou fogo no dia 14 de janeiro deste ano após um vazamento de gás seguido de incêndio. O acidente aconteceu na empresa Localfrio, que fica na margem esquerda do Porto de Santos, em Guarujá, também no litoral de São Paulo.
 
De acordo com especialistas, alguma estrutura nos contêineres do pátio cedeu. A água da chuva entrou em contato com uma carga de um produto à base de cloro. A reação química, então, gerou focos de incêndio e nuvem tóxica.
 
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