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10/10/2016 - 02h07

Porto do Açu quer ser o maior terminal da América Latina

Fonte: DCI 
 
Complexo da Prumo Logística no norte fluminense reúne distrito industrial, cais extenso e vai montar uma zona de processamento para exportação
 
 
O Porto do Açu já foi motivo de incertezas no passado, nos últimos anos de controle da LLX. Mas a Prumo Logística, que controla o empreendimento no litoral norte do estado desde 2013, só quer ter a certeza de crescer. E tem uma meta nada tímida: ser o maior terminal marítimo do País.
 
Para alcançar esse objetivo o Porto do Açu se vale de área generosa (130 km²), um grande parque industrial, contratos importantes e cais extenso. Mas o pulo do gato ainda está por vir. Criar a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) dentro do Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB), que faz parte do complexo.
 
Modelo asiático
 
A ideia é captar empresas para se instalarem na área do porto para industrialização dos produtos e exportação, já no início do ano que vem. A Prumo, inclusive, está em negociações com companhias das áreas de rochas ornamentais, além de fabricantes de pás para geração de energia eólica e produtores de café do estado.
 
"O modelo de desenvolvimento asiático é muito baseado nessas zonas de processamento de exportação. O Porto do Açu tem todas as condições de logística para que essa zona possa ser instalada. Quando tem uma indústria dedicada à exportação, que vai adquirir insumos, processar e exportar, é preciso ter uma logística bem estabelecida", defende o presidente da Prumo, José Magela Bernardes.
 
A empresa já iniciou o processo para implantação da ZPE, com a entrega de documentos ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e endosso do governo do Estado do Rio. O ministro da pasta, Marcos Pereira, inclusive esteve sexta passada no porto.
 
"Tenho certeza que uma ZPE aqui no Porto do Açu pode trazer amplo desenvolvimento, não só para a região, mas para todo o País. Trata-se de um empreendimento com localização estratégica e instalações de alto nível. Já adianto que nossa avaliação é superpositiva", garantiu Marcos Pereira, na ocasião.
 
O investimento só vai reforçar os números do Porto do Açu. São 90 km² de área instalada e 40 km² de reservas florestais, 13 empresas em operação e cais com 17 km de extensão (para comparação, o Porto de Santos tem 13 km).
 
Só o terminal de exportação de minério de ferro, em sociedade com a Anglo American, movimentará 17 milhões de t este ano. A commodity chega ao porto por um mineroduto de 523 km, que parte das minas da multinacional em Conceição do Mato Dentro (MG).
 
O Terminal de Petróleo (T-OIL) começou a operar recentemente com a primeira operação de transbordo (ver reportagem abaixo). Com 20,5 metros de profundidade, o cais pode receber navios Suezmax, mas as obras de dragagem começarão em breve para aumentar o calado para 25 m, o que permitirá navios da classe VLCC (Very Large Crude Carrier), com capacidade para até 320 mil toneladas.
 
"O terminal está totalmente operacional. Vai ser um porto com muita movimentação e elevado potencial de capacidade. Nós estamos começando, ainda", avisa Magela.
 
Há ainda o Terminal Multicargas (T-MULT), com 500 metros de cais, 200 mil m² de área alfandegária e 2 guindastes MHCs com capacidade de içamento de 100 toneladas e alcance de lança de 46 m. O terminal movimenta bauxita (no ano passado embarcaram para a Votorantim), coque e cargas de projeto, mas tem capacidade para movimentar granéis sólidos e veículos.
 
A Prumo ainda vive a expectativa de aprimoramentos na logística e dos modais de transporte no entorno do Porto. Há a promessa de finalização da RJ-244, que ligará o DISJB À BR-101, além do ramal ferroviário que conectará o Açu aos portos do Rio de Janeiro e de Vitória.
 
"Acreditamos que em pouco tempo, nos próximos 10 anos, não só com a capacidade instalada, mas também com a zona de processamento, seremos o maior porto em operação na América Latina", aposta José Magela.
 
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