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18/11/2015 - 03h25

Porto do Pecém prevê que cabotagem registre crescimento de 5% em 2015

Fonte: Guia Marítimo
 
Na contramão do crescimento, executivo pondera que planejamento de modais que complementem a cabotagem são necessários.

 
Custo de frete menor do que o caminhão, integridade da carga e redução das emissões de gás carbônico. São com esses benefícios que as empresas de transporte marítimo tentam atrair clientes para os navios que trafegam nas águas brasileiras.Fundamental no Brasil no século XIX, a cabotagem foi o caminho pelo mar que uniu o país e para alguns especialistas, é nítido que as cidades que mais se desenvolveram foram as que tinham os melhores portos. Visando melhorar o desenvolvimento do modal no País, a SEP (Secretaria Especial de Portos) já vem trabalhando com algumas medidas e ações que visam desburocratizar o sistema e baratear o transporte de cargas no País.
 
O modal que segundo aponta a Antaq (Associação Nacional de Transportes Aquaviários) está em crescimento desde 2010, com uma média de 3,9% ao ano na movimentação de diferentes cargas e 19% no transporte de contêineres, deve se desenvolver ainda mais. Porém para que isso aconteça, destaca o diretor de Infraestrutura e Desenvolvimento da Cearáportos (Companhia de Integração Portuária do Ceará), Waldir Frota Sampaio, é preciso haver a modernização e integração multimodal, entre outros aspectos.
 
Pensando nisso o Terminal Portuário de Pecém, que conquistou em 2012 um pátio exclusivo de cabotagem, vem trabalhando em algumas ações que, também podem ajudar no desenvolvimento e melhorar a presença do modal no País. “Estamos trabalhando com ações que não são exclusivas para a cabotagem, mas que tem um grande efeito sobra a mesma.Entre eles posso destacar o aumento da área de acostagem, para disponibilizar mais área de atracação e a aquisição de novos equipamentos de transferência de mercadorias do cais para o pátio, a fim de favorecer uma transferência da área de acostagem mais rápida e eficiente”.
 
O executivo ressaltou ainda entre as ações a aquisição de novos equipamentos para içamento de carga e descarga de navios com a finalidade de aumentar a eficiência de operação e, por conseguinte liberar os berços mais rapidamente. Além de melhorias de processo que visam à retirada de cargas pela via rodoviária mais rápidas com a utilização de agendamento de retirada de contêineres.
 
O pátio que recebeu investimentos na ordem de R$ 7,8 milhões e possui 20 mil metros quadrados de extensão, nasceu com o objetivo de agilizar ainda mais a cabotagem e segundo Sampaio tem ajudado a trazer mais competitividade para região e o setor. “As ações comerciais trouxeram mais resultados no crescimento e atratividade de cargas”, diz.
 
O complexo portuário, explica, registrou somente na movimentação de cabotagem em 2014, 1.316.243,29 mil de toneladas, um crescimento de 16% em relação ao número registrado no ano anterior. Foram 91.776 Teus, um acréscimo de 21,73%. Entre os destaques das ações executas pelo complexo em relação ao modal, o executivo ressalta ainda a sua política de tarifas diferenciadas para a carga nacional dentro das condições de economia do negócio, além disso ele comenta que os novos três berços previstos para agosto e novembro de 2015 e março de 2016, também poderão ser utilizados para atracação de navios de cabotagem mas ressalta. “Isso, caso as condições político e socioeconômicas portuárias do Brasil favoreçam plenamente o desenvolvimento da cabotagem”.
 
Mesmo com grandes avanços nos últimos anos diante do setor e dos empresários, a cabotagem ainda luta por um maior espaço no mercado logístico brasileiro. Apesar das grandes oportunidades oferecidas pelo País, com destaque para região geográfica do Brasil, o modal ainda carece de um olhar a mais, de uma atenção a mais. Mesmo assim o setor projeta um saldo positivo para o modal e o complexo não pensa diferente. “Para 2015, a nossa previsão é que o modal registre um crescimento de 5% em relação a 2014”, projeta Sampaio.
 
Segundo o executivo, um dos maiores benefícios que o modal tem oferecido são o aumento da ocupação dos berços, aumento da visibilidade da instalação portuária para novos clientes e mais fonte de receita para a instalação portuária. De 2009 a 2010, explica Sampaio, a participação do modal teve um crescimento absurdo passando de 726.318,74 mil toneladas para 1.316.243,29 milhões de toneladas. Entre as cargas mais transportadas pelo modal, ele destaca os derivados de petróleo, sal, ferro de construção, arroz, madeira serrada ou fendida longitudinalmente, cortada transversal, partes e peças de equipamentos industriais, farinha de trigo, monitores de vídeo, vidros diversos, tambor de freios, etc. Nas rotas de mais crescimento, o destaque fica para Manaus – Pecém e Sul – Pecém.
 
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