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30/07/2013 - 04h11

Porto Sudeste, da MMX, é estratégico

Fonte: Valor Econômico
 
 
A Usiminas não abre a guarda sobre as negociações em curso em relação à MMX e seu principal ativo, o Porto Sudeste, na baia de Sepetiba, litoral do Rio. Mas deixa bem claro que o terminal portuário idealizado por Eike Batista, atualmente em busca de compradores, tem uma importância estratégica para o negócio de mineração de ferro da empresa. Seu projeto é exportar por ele grande parte da sua produção da matéria-prima de jazidas que detém na região de Serra Azul, em Minas Gerais.
 
"A Musa [ Mineração Usiminas S.A., associação com a Sumitomo Corporation] estará sempre envolvida, pois precisa de solução portuária. Tem tudo para estar lá, incluída na decisão - aumento da capacidade de produção, contrato de embarque de minério de longo prazo com a MMX e uma retroárea vizinha", afirmou Julián Eguren, presidente da Usiminas.
 
Segundo o executivo, a siderúrgica e sua mineradora são jogadores em qualquer cenário [do destino que será dado ao porto]. "Estamos muito tranquilos e olhando de perto todas as alternativas. Certamente, vamos ser convidados para qualquer decisão", disse.
 
No momento, a Musa está concluindo a expansão da capacidade de sua produção de minério de ferro em 50%, para 12 milhões de toneladas. Neste ano, o contrato já previa embarque de 4 milhões de toneladas. Foi postergado devido ao atraso nas obras do Sudeste, que só deve ficar pronto em dezembro. Em 2014, quando estará em ritmo de plena operação, estão previstas 8 milhões de toneladas.
 
O contrato vai pelo menos até 2023: cinco anos, com renovação de mais cinco, e aumento gradual de volumes, conforme a capacidade do porto. O Sudeste deve atingir 50 milhões de toneladas em 2016.
 
A Musa tem uma segunda fase para seu projeto: mais 17 milhões de toneladas. Mas, ainda avalia novas tecnologias para reduzir o investimento, que é de bilhões, e o alto custo de produção.
 
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