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12/12/2013 - 01h45

Portos de Paranaguá e Antonina serão empresas públicas

Fonte: Agência de Notícias do Paraná
 
 
A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (10), em votação final, o projeto que altera o regime jurídico da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) de autarquia para empresa pública. A mudança é uma obrigação imposta pela legislação que regula o setor portuário e vai agilizar as contratações e corrigir problemas no quadro funcional, que geram ações trabalhistas. O projeto do Executivo foi aprovado sem nenhuma alteração e agora só depende da sanção do governador Beto Richa para virar lei. 
 
De acordo com a mensagem, os servidores da APPA, contratados pelo regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), passarão para o regime estatutário, com ingresso por meio de concurso público. “O principal objetivo é acabar com a indústria das multas em ações trabalhistas”, explica o líder do governo na Assembleia, deputado Ademar Traiano (PSDB). “Esse é um problema que precisa ser sanado para que sobrem mais recursos para investimentos na modernização dos Portos”, emendou. 
 
Em 1993, com a lei de modernização dos portos, todas as autoridades portuárias foram obrigadas a deixar a operação do sistema, dando início aos problemas trabalhistas da Appa. Como a Administração Portuária passou a ter um papel fiscalizador e administrativo, os desvios de função começaram a surgir e o passivo trabalhista começou a aumentar. 
 
Nos últimos 20 anos, a Appa pagou R$ 1,3 bilhão em indenizações trabalhistas por desvio de função e horas extras. As distorções foram provocadas pelas mudanças legislativas do setor portuário ao longo da história. O regime jurídico da APPA impediu as adequações necessárias e a autarquia foi alvo de ações trabalhistas. 
 
O Plano de Cargos e Salários da Appa foi criado em 1990, quando a autarquia era responsável pela operação das atividades. Com isso, constam do quadro funcional até hoje funções como maquinista, operador de balança e outros cargos operacionais. A nova lei corrige essas distorções e vai resolver os problemas trabalhistas envolvendo os portos paranaenses. 
 
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