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18/03/2013 - 00h59

Portuários anunciam greve para o dia 19

Fonte: AssCom Sindogeesp



Trabalhadores ligados a cinco dos nove sindicatos portuários que atuam no Porto de Santos cruzam os braços na próxima terça-feira. A paralisação foi confirmada em três assembleias realizadas nesta sexta-feira pelos sindicatos, dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia, dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp) e Sindicato dos Operários Portuários em Capatazia (Sintraport).
 
Na quinta-feira, também em suas respectivas assembleias já haviam confirmado a participação no movimento paredista os portuários representados pelo sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) e Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Rodoviário. A greve acontece no turno da manhã, das 7h às 13h, e envolverá cerca de 3 mil trabalhadores.
 
A paralisação ocorre em protesto contra o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), que se recusa a negociar as convenções coletivas de trabalho com as entidades laborais. "O sindicato patronal afirma que está negociando, mas não aceita discutir nenhuma cláusula econômica e sequer apreciou nossa pauta de reivindicação", disse o presidente do Sindogeesp, Guilherme do Amaral Távora.
 
O dirigente afirma que recebeu, na última quarta-feira, um expediente do sindicato patronal. "O Sopesp resolveu nos enviar uma minuta somente depois de vencida a data-base da categoria, 1º de março, sem a realização de qualquer negociação e ainda por cima depois de não ter comparecido a uma mesa redonda na Gerência Regional do Trabalho por nós suscitada para estabelecer um efetivo canal de comunicação".
 
Segundo Guilherme, além da negativa para discussão das demais cláusulas econômicas, não houve por parte da entidade empresarial a garantia da data-base dos portuários. "Seria a condição mínima e o fator elementar para se estabelecer qualquer negociação coletiva, e nem isso foi levado em consideração pelo Sopesp". Devido ao impasse nas negociações, o Sindogeesp teve extinto, pela Justiça do Trabalho, o dissídio coletivo de 2010.
 
Na manhã desta segunda-feira, lideranças dos cinco sindicatos envolvidos se reúnem na sede do Sindaport para discutirem os últimos detalhes da paralisação. A greve acontece menos de um mês depois que os portuários paralisaram o Porto de Santos em 22 de fevereiro.
 
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