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15/03/2013 - 02h17
Portuários aprovam novo indicativo de greve contra MP
Fonte: Valor Econômico

Sindicatos portuários aprovaram indicativo de paralisação nacional para o próximo dia 25 contra a Medida Provisória 595, a MP dos Portos. A decisão foi tomada em plenária realizada na noite desta quarta-feira, em Brasília, entre os sindicados filiados às três federações do setor: Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Avulsos (Fenccovib). Os trabalhadores prometem cruzar os braços por 24 horas caso não haja avanço em relação às reivindicações de mudanças na MP.

Sindicatos portuários aprovaram indicativo de paralisação nacional para o próximo dia 25 contra a Medida Provisória 595, a MP dos Portos. A decisão foi tomada em plenária realizada na noite desta quarta-feira, em Brasília, entre os sindicados filiados às três federações do setor: Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Avulsos (Fenccovib). Os trabalhadores prometem cruzar os braços por 24 horas caso não haja avanço em relação às reivindicações de mudanças na MP.
A categoria reivindica a contratação de trabalhadores avulsos, escalados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), pelos terminais privados quando movimentarem cargas de terceiros; a manutenção da guarda portuária (que não aparece na MP); e a representação dos trabalhadores dos portos pelo sindicato do setor. Os trabalhadores também se manifestaram contra à privatização da gestão portuária, possibilidade que já existia na Lei dos Portos (8.630), revogada pela MP. Na visão deles, a MP avança na direção de privatizar os portos públicos, hoje comandados por estatais, as chamadas companhias docas.
Pedem, ainda, isonomia entre terminais públicos e privados, para "evitar o enfraquecimento do porto público", diz a nota.
Após paralisação de seis horas no dia 22 de fevereiro, o governo federal abriu uma mesa de diálogo com os trabalhadores. A previsão era que os resultados da negociação fossem concluídos amanhã, 15 de março. Até lá os trabalhadores se comprometeram a não fazer greve.
"Decidimos apostar na negociação. Mas se até o dia 25, não houver garantias de que nossas reivindicações serão atendidas vamos paralisar as atividades nos portos de todo o país", disse o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, em nota à imprensa.