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30/01/2014 - 11h09

Portuários da Codesp desistem de greve marcada para hoje

Fonte: Valor Econômico
 
 
Trabalhadores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) desistiram de aderir ao movimento organizado pela Federação Nacional dos Portuários (FNP) que prevê a paralisação das atividades hoje, dia 30, por 24 horas. A estatal reúne 1.400 trabalhadores, o maior contingente entre as autoridades portuárias.
 
Na pauta, a FNP reivindica a implantação do plano de cargos, carreira e salários nas estatais, uma solução para a dívida bilionária do Portus — o fundo de previdência complementar da categoria — e a garantia de que a guarda portuária não será privatizada.
 
Os trabalhadores nas administrações portuárias não atuam diretamente na movimentação de cargas, mas em funções administrativas, como a permissão para atracação e desatracação de navios e o controle de acesso de pessoas e veículos ao cais.
 
De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) da Codesp, Everandy Cirino dos Santos, essa pauta está “superada” em Santos.
 
O plano de cargos e salários já foi protocolado no Ministério de Trabalho e atende, conforme o sindicalista, quase 100% dos trabalhadores da Codesp.
 
Portus
 
As tratativas para equacionar a dívida do Portus estão “bem encaminhadas”, disse ele. O fundo de pensão se diz credor de uma dívida de quase R$ 4 bilhões, fruto do descumprimento de repasses pelas patrocinadoras (as companhias docas) e a União, como sucessora da extinta Portobrás (antiga estatal federal).
 
O Portus está sob intervenção da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) desde agosto de 2011. A intervenção já foi renovada seis vezes e vence amanhã (31). Segundo a FNP, o Portus atende 11 mil portuários ativos e pensionistas. Considerando os dependentes, são mais de 30 mil pessoas.
 
“Houve repasse de R$ 400 milhões. É prematuro fazer qualquer movimento sem conhecer a fundo o relatório da intervenção para sabermos a real situação”, disse o sindicalista.
 
Sobre a possibilidade de terceirização da guarda portuária, Cirino afirmou que existe um compromisso do governo em adaptar a proposta de reestruturação às características de cada porto. “Vamos aguardar”, disse.
 
Movimento esvaziado
 
Na sexta-feira, 24, foram realizadas as primeiras manifestações e, em alguns casos, as atividades da categoria foram paralisadas por seis horas. A FNP estimava que os trabalhadores em 23 companhias docas aderissem ao movimento, mas apenas “entre 12 e 13” de fato suspenderam as atividades administrativas, disse o diretor de administração e finanças da FNP, José Renato Inácio de Rosa.
 
Houve suspensão dos trabalhos nas administrações portuárias do Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Pará. Em alguns portos a interrupção não foi em todos os setores ou houve operação padrão. A falta de adesão completa ao movimento foi criticada por sindicalistas.
 
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