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04/03/2018 - 22h31
Portuários da Codesp fazem greve nesta segunda-feira
Fonte: AssCom Sindaport / Gisele de Oliveira
Categoria vai se reunir às 9 horas na porta da presidência da empresa portuária


Como não houve nenhuma resposta da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) sobre o aumento salarial referente ao acordo coletivo de 2017, os portuários empregados da administradora do Porto de Santos, entram em greve por 24 horas, a partir da zero hora desta segunda-feira, 05 de março.
Reunidos em assembleia na noite deste domingo, os portuários esperavam que a Codesp apresentasse o tão esperado aumento salarial e assim evitasse a paralisação nas atividades da estatal portuária.
Além da greve, a categoria acertou na noite deste domingo os últimos detalhes para o protesto, que será realizado em frente ao portão da presidência da estatal, às 9 horas, desta segunda-feira.
A paralisação por 24 horas foi aprovada pela categoria durante assembleia, em 21 de fevereiro. Após comunicar a Codesp sobre a decisão dos trabalhadores, os sindicatos publicaram edital para informar os usuários do porto.
O presidente do SINDAPORT (Sindicato dos Empregados na Administração Portuária), Everandy Cirino dos Santos, explica que a decisão da categoria ocorre porque a Codesp não cumpriu o acordo coletivo de trabalho do ano passado, que prevê aumento salarial retroativo a 1 de junho de 2017. Em setembro, o acordo coletivo 2017 foi assinado, mas uma cláusula especificava que após 90 dias as partes, Sindicatos e Empresa, negociariam o índice para o reajuste salarial a ser pago de forma retroativa. Porém, até hoje, aguardamos que o Governo autorize a Codesp a conceder o aumento salarial”, ressalta o sindicalista.
Segundo Everandy Cirino, a categoria entra em greve amanhã e instaura dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo.
"Sempre primamos pela negociação e provamos que estivemos abertos a conversa. Demos prazos para a negociação e respeitamos todos os prazos solicitados, porém, não dá para aguentar mais. O acordo coletivo de 2017 foi fechado com a expectativa de negociação do reajuste salarial. Por isso vamos partir para a Justiça para que possamos ter nossos direitos garantidos", disse Everandy Cirino.



