Notícias
27/03/2013 - 03h23
Portuários e Embraport negociam inédito acordo coletivo de trabalho
Fonte: AssCom Sindogeesp

Os entendimentos mantidos entre empresários, trabalhadores portuários e Governo Federal na audiência pública realizada no último dia 21, em Brasília, começam a surtir seus primeiros efeitos. Nesta terça-feira, dirigentes do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp) e Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia se reuniram com a direção da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) dando início ao processo negocial que tem como principal objetivo a celebração de um inédito acordo coletivo de trabalho.

Os entendimentos mantidos entre empresários, trabalhadores portuários e Governo Federal na audiência pública realizada no último dia 21, em Brasília, começam a surtir seus primeiros efeitos. Nesta terça-feira, dirigentes do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp) e Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia se reuniram com a direção da Empresa Brasileira de Terminais Portuários (Embraport) dando início ao processo negocial que tem como principal objetivo a celebração de um inédito acordo coletivo de trabalho.
Após muitas tentativas feitas pelos portuários, os primeiros contatos aconteceram na semana passada quando executivos da Embraport convidaram as lideranças sindicais para uma reunião conjunta. Na ocasião, ficou estabelecido a criação de um calendário visando o início das tratativas de forma individual, cuja série de encontros começaram na tarde desta terça-feira, em horários diferentes. O primeiro deles aconteceu às 14h e reuniu negociadores e executivos da empresa com a direção do Sindogeesp. Uma hora depois foi a vez dos Conferentes.
Para o presidente do Sindogeesp, Guilherme do Amaral Távora, o encontro foi satisfatório. "Foi uma reunião extremamente proveitosa e importante em termos de metas e interesses comuns e por isso estamos bastante confiantes no avanço das tratativas". De acordo com o sindicalista, a empresa pretende contratar os operadores do Sindogeesp pelo regime de vínculo empregatício e não pelo sistema avulso através do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo). "Não vemos problema algum até porque já mantemos com outros terminais portuários diversos contratos de trabalho prevendo a vinculação".
O mesmo otimismo foi demonstrado pelo presidente dos Conferentes, Marco Antônio Sanches, ao término da segunda reunião da tarde. "A iniciativa da Embraport em dialogar com os portuários foi bem recebida pela categoria, sobretudo pela ética, seriedade e profissionalismo demonstrados pelos executivos do terminal nesses primeiros contatos que transcorreram em alto nível". Segundo Sanches, a utilização dos conferentes através do sistema avulso via Ogmo foi rechaçada pela Embraport, que deixou registrado no encontro sua intenção em utilizar os profissionais da conferência pelo regime da CLT (Consolidação da Leis do Trabalho).
Ainda sem data definida, o encontro entre as direções da Embraport e Sindicato dos Estivadores deve ocorrer no mês de abril. "Vamos para a mesa de negociação confiantes e acreditando que chegaremos rapidamente a um denominador comum atendendo anseios dos trabalhadores e dos empresários". A ocupação do navio Zhen Hua, em fevereiro, por parte de portuários ligados aos vários sindicatos da categoria "já é passado", segundo Rodnei. "Aquilo foi um ato isolado, porém legítimo que fizemos em defesa do nosso mercado de trabalho".
A Embraport pretende iniciar suas atividades portuárias ainda neste semestre. O primeiro lote de equipamentos para o novo terminal multiuso chegou ao cais santista em 15 de fevereiro, trazendo três portêineres e 11 transtêineres. Em quantidade e aparelhos idênticos, o próximo lote está programado para chegar ao Porto de Santos em abril. Ao todo serão 12 portêineres (Post Panamax), 44 RTG, 90 Terminal Tractors e oito Reach Stackers. A Embraport espera movimentar 2 milhões de TEUs (unidade equivalente ao contêiner de 20 pés) e 2 bilhões de litros de granéis líquidos.