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27/02/2013 - 07h47

Portuários participam de audiência pública e reunião na Casa Civil, em Brasília

Fonte: AssCom Sindogeesp



Uma audiência pública no Congresso Nacional e uma nova reunião na Casa Civil marcam a semana dos trabalhadores dos portos, avulsos e empregados das companhias docas estatais. Os dois compromissos fazem parte da importante agenda que as lideranças dos nove sindicatos portuários de Santos terão na capital do País. 
 
O primeiro deles acontece hoje, no Congresso Nacional, e reúne diversos representantes do seguimento marítimo para discutir, em audiência pública, os rumos da Medida Provisória 595. Acompanham os sindicalistas no importante encontro os deputados federais, Márcio França (PSB-SP) e Paulo Pereira (PDT-SP), o Paulinho da Força.
 
Além deles, estarão presentes os representantes da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Conferentes, Consertadores, Vigias, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navio (FENCCOVIB).
 
A presença do relator da MP, senador Eduardo Braga (PMDB-AM) está sendo aguardada pelos dirigentes. "É a peça chave de todo esse processo e por isso a nossa atuação deve ser focada nele, sobremaneira por ser o nome escolhido para representar o Governo que é o autor da MP", disse o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos.
 
Não menos insatisfeitos com o novo marco regulatório dos portos, empresários do setor também participam da reunião pública. A lista de presença deve contar, ainda, com senadores e deputados federais que compõem a comissão parlamentar mista formada para apreciar as 645 emedas apresentadas à MP.
 
Para o presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora, a realização dos dois eventos é fruto da mobilização dos trabalhadores. "O Governo cedeu e abriu um canal de comunicação para que a categoria fosse ouvida e por isso marcaremos presença para garantir os nossos direitos".
 
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Bloco, Jozimar Bezerra de Menezes, o momento é oportuno para a discussão da MP. "Temos que aproveitar a abertura que o Governo nos deu e brigar pela manutenção dos direitos da categoria". Adilson de Souza, presidente do Sindicato dos Consertadores tem a mesma opinião. "Não estamos pedindo aumento salarial, benefícios ou vantagens, queremos apenas trabalhar". 
 
Casa Civil  e Greve
 
Já na sexta-feira, o encontro será na Casa Civil da Presidência da República e terá a participação do ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino. "É mais um palco importante e decisivo para sabermos se o Governo está usando uma estratégia para ganhar tempo ou se vai mesmo cumprir o termo de compromisso que firmou com os trabalhadores", disse o presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia, Marco Antônio Sanches.
 
Suspensa até 15 de março, uma nova greve nos portos nacionais não está descartada caso o Governo não cumpra sua parte no acordo celebrado na última sexta-feira, 22. É o que garante o presidente do Sindicato dos Estivadores, Rodnei Oliveira da Silva. "Não é o que queremos e esperamos que as negociações cheguem a um bom termo para todos, mas se isso não acontecer vamos paralisar os portos por 24 horas para depois parar por tempo indeterminado".
 
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