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06/02/2013 - 03h13
Portuários terão audiência com o presidente do Senado, Renan Calheiros
Fonte: AssCom Sindogeesp
A incansável luta dos trabalhadores portuários de Santos terá mais um importante capítulo na manhã desta quarta-feira. Depois de passarem o dia de ontem em pleno processo de articulação junto aos parlamentares do Congresso Nacional, as lideranças locais serão recebidas em audiência pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O encontro acontece às 11h30 no gabinete do senador.
A reunião foi agendada pelos deputados federais Márcio França (PSB) e Paulo Pereira (PDT), que ao lado de Beto Mansur (PP) formam a bancada paulista de apoio aos trabalhadores. Encontram-se em Brasília, desde a noite de segunda-feira, os presidentes do Sindogeesp (operadores de guindastes e empilhadeiras), Guilherme do Amaral Távora, do Sindaport (empregados na administração portuária), Everandy Cirino dos Santos, do Sindicato dos Estivadores, Rodney Oliveira da Silva, e dos Trabalhadores de Bloco, Jozimar Bezerra de Menezes.
O coro dos portuários na capital do país aumentará nesta quarta-feira com a chegada dos dirigentes sindicais das demais categorias. Em ônibus lotados, trabalhadores também rumaram para Brasília na tarde de ontem. Para Guilherme do Amaral, a ida antecipada valeu a pena. "Com o apoio dos nossos pares políticos passamos o dia inteiro conversando com deputados e senadores e essa audiência será muito significativa para nós".
"É uma oportunidade de ouro e vamos aproveitá-la para levar ao conhecimento do presidente do Senado as consequências devastadoras que a Medida Provisória 595 poderá trazer para os portos nacionais, com reflexos que serão imediatamente sentidos pelos trabalhadores avulsos e empregados das companhias docas", afirmou o presidente do Sindaport. Guilherme e Cirino mostraram-se impressionados com a propaganda feita pela Força Sindical. "Todo o entorno do Congresso Nacional está com banners e bandeiras em favor dos portuários e contra a MP".
O deputado federal Márcio França entende que faltou à presidente da República ouvir os setores ligados à comunidade portuária brasileira antes de encaminhar a Media Provisória 595. "Ainda há tempo para ouvir os setores envolvidos, tanto trabalhadores como empresários, a fim de aproveitar o que há de positivo e eliminar o que representa risco para os portos e seus trabalhadores; o maior problema é que, pela MP 595, não haverá uma concorrência em igualdade de condições entre os atuais e os futuros interessados em operar os portos". Segundo ele, os contratos pré-estabelecidos devem ser respeitados. "Não respeitar contratos cria um clima de instabilidade que acaba afastando investidores e, por consequência, ameaça os empregos gerados pelo setor".