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24/07/2013 - 02h51

Possível extinção da Secretaria de Portos preocupa portuários

Fonte: AssCom Sindogeesp
 
 
As crescentes especulações sobre uma possível redução dos atuais 39 ministérios da República vem ganhando força nas últimas semanas e já causam preocupação em alguns importantes setores da sociedade, entre eles o portuário. 
 
Os rumores falam da extinção da Secretaria Especial de Portos (SEP) que tem à frente o ministro Leônidas Cristino. Além dela, as secretarias da Aviação Civil, da Pesca, de Igualdade Racial e outras pastas  estariam na mira da equipe econômica do Governo Dilma. 
 
Um dos mais temerosos com a possibilidade é o presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), Guilherme do Amaral Távora. "Se isso realmente acontecer não tenho dúvidas de que o seguimento poderá sofrer uma estagnação político administrativa o que seria um grande retrocesso".
 
A opinião é compartilhada pelo presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos. "Considerando a infinidade de agentes envolvidos na cadeia logística portuária, a perda de um importante interlocutor como a SEP será irreparável para o setor". 
 
Criada pelo ex-presidente Lula em maio de 2007, a pasta foi comandada pelo ex-ministro Pedro Brito, atual diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que em janeiro de 2011 passou o leme para Cristino. Cearenses, ambos são afilhados políticos de Ciro Gomes, paulista radicado em Sobral (CE) e cacique maior do PSB.
 
Figuras de destaque do próprio Executivo tem se manifestado publicamente nos últimos dias. Enquanto a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) rechaça a ideia, o vice-presidente da República, Michel Temer, defende a redução."O antagonismo reflete a falta de sintonia que existe dentro do Governo", disse o presidente do Sindicato dos Conferentes de Santos, Marco Antônio Sanches.
 
"Uma nova descontinuidade poderá ser nefasta para o setor, que praticamente ficou paralisado nos últimos oito meses por conta do conturbado processo de aprovação da nova lei", afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Bloco, Jozimar Bezerra de Menezes.
 
Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, Rodnei Oliveira da Silva, engrossa o coro de Michel Temer. "Foi de extrema importância à época de sua criação mas acabou desvirtuando seus conceitos e hoje atua exclusivamente em benefício dos empresários, não agregando absolutamente mais nada para os trabalhadores portuários", concluiu.
 
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