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06/04/2015 - 08h13

Prefeitura auxilia combate a incêndio na Alemoa

Fonte: AssCom PMS
 
 
Desde o início do incêndio no terminal da Ultracargo, na Alemoa Industrial, na quinta-feira (2), a Prefeitura de Santos está auxiliando o trabalho dos Bombeiros no combate às chamas, a investigação dos órgãos ambientais sobre os impactos do incidente e na informação da população a respeito dos desdobramentos.
 
Neste sábado, (4) pela manhã, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa retornou ao local da ocorrência para acompanhar os trabalhos, acompanhado de diversos secretários municipais. “Todos os recursos disponíveis estão sendo adotados nesta grande operação. A partir dos primeiros minutos nós estamos tendo todo o cuidado na comunicação com as pessoas, com informações pelos canais oficiais, Facebook e Twitter. Também disparamos mensagens para telefones de toda a cidade e equipes da prefeitura estão visitando casas no São Manoel, Chico de Paula, Piratininga e Alemoa”, disse o prefeito.
 
A administração instalou Gabinete de Crise no paço e no próprio local do incêndio, onde há reuniões duas vezes por dia (9h e 16h30), envolvendo todas as partes e órgãos que atuam na ocorrência, sob coordenação da Defesa Civil de Santos e com o suporte de equipes de Saúde, Meio Ambiente e Segurança. De acordo com a secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) está monitorando a qualidade do ar e, por enquanto, não há riscos à saúde da população. Também está em investigação a causa de peixes mortos encontrados no Canal do Estuário. “Agora será feita uma análise e em 30 horas teremos resultado para saber se isso tem relação com o incêndio. É muito importante que a população não consuma estes peixes”.
 
Para evitar que o combustível do terminal chegue ao mar e às praias, foram instaladas barreiras de contenção. Segundo a secretária estadual, se forem comprovados procedimentos indevidos ou inadequados por parte da empresa, a mesma poderá ser multada em até R$ 50 milhões. O diretor do Deinter 6, Gaetano Vergine, explicou que a investigação da Polícia Civil somente terá início após o término do incêndio. “Haverá perícia, investigação e pessoas serão ouvidas. Uma apuração rigorosa será realizada”.
 
Já o diretor de Infraestrutura da Codesp, Paulino Vicente, informou que o incêndio está afetando a operação de todos os terminais do Porto de Santos e causando impactos nas vias públicas municipais. “Mas o Canal do Estuário está interditado apenas do Saboó para o fundo da Alemoa. Com o término do sinistro, a retomada das operações será imediata”.
 
Combate – De acordo com o porta-voz dos Bombeiros, o capitão Marcos Palumbo, ainda não é possível prever em quanto tempo o incêndio será extinto. Dos cinco tanques que pegavam fogo inicialmente, três deles ainda queimam, dois com gasolina e um com álcool anidro. Este último, com cerca de 2 milhões de litros, deve continuar em chamas por mais dois dias. A estratégia da corporação é resfriar os tanques em volta para evitar que o incêndio se propague. “Já utilizamos cerca de 4 bilhões de litros de água do mar, captadas pelo navio Governador Fleury (Bombeiros) e rebocadores”, explica Palumbo.
 
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