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28/02/2013 - 01h25
Prefeitura notifica Codesp por falta de ordenamento no Porto de Guarujá
Fonte: AssCom PMG

Está acertado que as empresas receberão apenas o número de caminhões informados à Estatal, mas, nesta terça-feira, empresa portuária descumpriu acordo, o que gerou novo congestionamento
Preocupada com a população, que está sendo penalizada com constantes interrupções no tráfego urbano, a prefeita Maria Antonieta de Brito notificou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), responsável pelo ordenamento do Porto Organizado de Guarujá, para comparecer à Prefeitura e apresentar soluções para o problema.
Na tarde desta quarta-feira (27), o Gabinete de Gestão de Crise determinou o fechamento das entradas da Cidade para caminhões, com a intenção de dar fluidez ao tráfego na área municipal e desafogar uma das principais vias da Cidade, a Avenida Santos Dumont.
A Cidade permanecerá fechada até que o volume de caminhões volte ao normal, tanto na Avenida Santos Dumont, como na rodovia Cônego Domênico Rangoni. O objetivo é que as empresas portuárias trabalhem dentro de sua capacidade operacional, evitando a formação de filas que prejudicam o trânsito e a população.
Paralelamente à notificação, Antonieta enviou equipes de fiscalização e trânsito, para notificarem as empresas responsáveis por filas extensas de espera. Ontem, a Cutrale, que comunicou o recebimento de 224 veículos, recebeu 330, ou seja, 106 a mais do que o informado, o que deflagrou uma nova crise.
“A população precisa de uma solução imediata das empresas portuárias e da Codesp, para que os munícipes não sejam prejudicados com os congestionamentos”, disse Antonieta.
Na terça-feira, 26, a prefeita se reuniu com representantes de empresas portuárias e retroportuárias, Codesp e Guarda Portuária. Os encontros, que ocorreram durante todo o dia e se estendeu até à noite, teve como objetivo buscar soluções para os congestionamentos constantes provocados pelos caminhões que se dirigem ao Porto do Guarujá, situação que se agrava durante o período de safra, que vai até abril.
Na ocasião, foram definidas e reforçadas uma série de ações para dirimir a crise. Dentre elas a limitação dos caminhões com destino às empresas, que já estava acertada, cujo descumprimento está sujeito a multas. Além disso, a Codesp estabelecerá os limites operacionais de cada terminal na área do Porto Organizado. Já o Governo do Estado, por meio da Ecovias, deverá solucionar o problema no tráfego da Rodovia Conêgo Domênico Rangoni.
Em caso de necessidade, a Guarda Portuária/Codesp e a Secretaria de Defesa e Convivência Social deverão acionar a Cesportos e Autoridade Portuária para assumir as questões de segurança pública dentro da área do Porto Organizado. A Prefeitura continuará a fazer gestões junto às demais autoridades de Segurança Pública para garantir a ordem do sistema viário nas áreas urbanas.
A Codesp se comprometeu a apresentar um cronograma de execução dos viadutos da Perimetral, que está atrasado. A estatal ainda tem que se manifestar sobre área já solicitada, em caráter provisório e emergencial, para estacionamento, com capacidade para 450 caminhões. A Prefeitura publicará a relação de Guardas Portuários/Codesp que passarão a atuar como agentes fiscalizadores de trânsito na área do Porto Organizado.
A Prefeitura também estabeleceu uma comissão de apoio às negociações entre caminhoneiros e empresas portuárias e retroportuárias formada pelos diretores municipais Ribamar Brandão (Portos), Quetlin Scalioni (Trânsito e Transportes), além do coordenador Coordenador da Unidade de Presença Política (UPP), Averaldo Menezes Almeida e o assessor Cândido Garcia Alonso. O Poder Legislativo é representado pelo vereador Gilberto Benzi
Prefeitura adota medida para gerenciar crise
Na última sexta-feira, 22, a prefeita criou o Gabinete de Gestão de Crise para fazer o acompanhamento constante do movimento de caminhões que gera congestionamentos na entrada e saída da área portuária. A unidade é formada por representantes das secretarias de Coordenação Governamental, Defesa e Convivência Social, Desenvolvimento Econômico e Portuário e Advocacia Geral do Município, além das Polícias Militar e Rodoviária, Polícia Federal, Guarda Portuária e Câmara Municipal.
A medida adotada pela Prefeitura, batizada de “Operação São Cristóvão”, permanecerá enquanto perdurarem os conflitos nas operações portuárias de carga e descarga. Durante o período, todos os dias, às 16 horas, será realizada uma reunião para avaliar a situação e, caso necessário, adotar novas decisões
No mesmo dia foi firmado um acordo entre Prefeitura e Codesp, para liberação imediata dos caminhões carregados com grãos e a desobstrução das linhas ferroviárias, a fim de permitir a operação da América Latina Logística (ALL). Além disso, as empresas portuárias se comprometeram a informar a quantidade de caminhões que receberão por dia.
Os problemas com o número excessivo de caminhões que se dirigem ao porto começaram dia 20, quando as filas atingiram cerca de 10 km. O congestionamento marcou o início do período de embarque da safra de grãos, que este ano teve um aumento de 11,3%, devido ao clima favorável e inovações tecnológicas, passando de 166 milhões para 185 milhões de toneladas, segundo o IBGE.
Desde então, a Prefeitura busca dialogar com as autoridades competentes para a resolução dos problemas causados pelo tráfego intenso e congestionamentos de caminhões.