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22/04/2015 - 01h46

Prejuízos vindos do incêndio em Santos

Fonte: DCI

São muitos. O maior, a perda de confiança nos sistemas de segurança da operação portuária
 
O incêndio no terminal da Ultracargo, em Santos, não provocou apenas prejuízos materiais e ambientais. Estes, aliás gravíssimos.
 
O fogo se prolongou por mais de uma semana.
 
E as consequências apareceram em muitas outras áreas.
 
Reservas em hotéis foram canceladas.
 
A imagem da região da Baixada Santista ficou com mais um arranhão.
 
O porto teve funcionamento precário em função das restrições de acesso.
 
Nenhum desses prejuízos, entretanto, é maior que o da perda de confiança nos sistemas de segurança da operação portuária. E também no armazenamento de produtos combustíveis.
 
Nada será como antes.
 
A Ultracargo, na página que mantém na internet, se apresenta como a maior empresa de armazenagem de granéis líquidos do Brasil.
 
Tem terminais nos principais portos do País.
 
O de Santos, além de 3 berços de atracação, tem 175 tanques com capacidades que vão de 100 m³ (100 mil litros) a 10 mil m³ (10 milhões de litros).
 
A capacidade total de armazenamento é de 300 milhões de litros.
 
Só esses números já indicam a necessidade de um sistema de segurança superlativo.
 
Ainda não há definição clara das causas do acidente. Mas uma denúncia vinda do Sindminérios fala em um vazamento grande de combustível 10 dias antes do incêndio. Coisa de 400 mil litros.
 
As primeiras providências para evitar que o fogo se alastre são atribuições da empresa.
 
Não funcionaram. O fogo se alastrou. Os bombeiros atuaram com a eficiência e a coragem de sempre. Heroísmo que precisa ser reconhecido. Mas o estoque de Líquido Gerador de Espuma disponível no País todo foi praticamente todo consumido. O que dá indícios de que a carência é nacional.
 
A empresa mostrou ter dificuldades no gerenciamento da crise.
 
E a própria norma brasileira, nesse quesito de distanciamento entre tanques, está sendo questionada.
 
O Porto de Santos viveu nos últimos anos três grandes incêndios em terminais de açúcar. O que indica que o primeiro não funcionou como alerta suficiente.
 
Esse da Ultracargo tem de funcionar como alerta vermelho rubro.
 
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