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17/11/2015 - 02h13
Projeto desenvolvido por jovens pode aumentar produção do Porto em 15%
Fonte: G1/Santos
Grupo projetou cobertura para terminais que lidam com granéis em Santos. Estudantes participaram de um encontro nacional para apresentar o projeto.


Um grupo de estudantes de Santos, no litoral de São Paulo, desenvolveu um projeto de pesquisa que pode melhorar a logística no transporte de grãos no Porto de Santos. O modelo foi apresentado no Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia (SEGeT), realizado no Rio de Janeiro.
As alunas Naihara Oliveira dos Santos, Rosângela de Almeida Corrêa e Thamires de Andrade Barros, do curso de Engenharia de Produção da UniSantos, formularam um projeto de pesquisa onde um modelo simula uma cobertura em terminais portuários que são responsáveis por cargas a granel.
De acordo com o professor José Fontebasso Neto, responsável pela ideia do projeto e por auxiliar as alunas durante a pesquisa, hoje os terminais portuários de Santos, que lidam com produtos como açúcar, soja e milho, param de funcionar quando está chovendo.
O modelo formatado pelas alunas, então, auxiliaria as empresas que exportam produtos como açúcar. “Começamos a estudar para representar as operações deste terminal com e sem chuva. Se você colocar uma cobertura sobre o terminal, você tem um ganho de produtividade significativo. Cerca de 8% a 10%. Alguns casos chegam a ser 15%”, disse.
Segundo a aluna Rosângela de Almeida Corrêa, o fato de ter o projeto escolhido para ser apresentado em um encontro nacional mostra a importância que o trabalho pode ter para o Porto de Santos. “É uma responsabilidade muito grande (apresentar o projeto em um encontro). É um assunto muito importante para a cidade, pelo tamanho do nosso Porto. O nosso resultado foi satisfatório”, falou.
O grupo de alunas e o professor já estão trabalhando em outros projetos para melhorar o Porto de Santos. “Nós estamos trabalhando na maneira como os granéis chegam aos terminais. Ele é descarregado por uma esteira, que tem uma capacidade muito maior do que a chegada dos caminhões. Você não consegue abastecer o galpão com a mesma velocidade do que você esvazia. E o navio fica esperando carga. Esse é outro problema que estamos vendo”, finalizou o professor.