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12/01/2016 - 05h31
Protesto em Santos marca início da greve de auditores fiscais na região
Fonte: A Tribuna On-line
Ato foi realizado na Praça José Bonifácio, no Centro, com objetivo de chamar a atenção para a situação trabalhista da categoria


Um protesto realizado na Praça José Bonifácio, no Centro de Santos, em frente ao Ministério do Trabalho, marcou o início da paralisação de auditores fiscais, por tempo indeterminado, na Baixada Santista.
Em Santos, conforme dados do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), existem atualmente 19 auditores-fiscais do trabalho que são responsáveis por todo tipo de fiscalização para o correto cumprimento das leis trabalhistas, pagamento de tributos e proteção dos trabalhadores. Destes, apenas um não aderiu ao movimento.
A greve, que tem adesão de funcionários de todo o País, segundo o sindicato, tornou-se a única alternativa que restou à categoria para que o Governo Federal ouça suas reivindicações. Entre elas estão a reestruturação do próprio Ministério, que hoje agrupa as pastas do Trabalho e Previdência Social e a abertura imediata de concurso público para a contratação de pessoal.
“Não somente os auditores, mas todos os servidores sofrem com o estado lastimável no qual se encontram as unidades descentralizadas, muitas sendo fechadas por falta de manutenção, falta de equipamentos e de pessoal, tanto administrativos como auditores”, explica em nota o sindicato.
O presidente da delegacia regional do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Paulo Rogério Moreira de Oliveira, explica que há 3.600 vagas para a função no País, mas atualmente 2.500 trabalhadores estão na ativa.
“Temos 1.100 cargos vagos. E segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil deveria ter nove mil fiscais. O auditor está trabalhando hoje até quatro vezes mais do que deveria, em vez de fazer 15 processos por mês, ele faz 50. Muitos estão afastados do serviço por estresse, sobrecarga. Está insustentável”, alega Oliveira.
A categoria também pede reajuste salarial entre 33 e 55%, de acordo com o estágio do funcionário no plano de cargos e salários. “Isso é só a reposição da inflação desde 2008. A última proposta do governo foi no dia 21 de dezembro, de reajuste de 27,5% dividido em quatro anos. E o aumento que teríamos agora em janeiro ficaria só para agosto de 2016, de 5,5%, sendo que a inflação fechou em 10%”, critica o sindicalista.