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25/11/2016 - 05h44

Quase a metade dos trabalhadores não consegue ascender profissionalmente

Fonte: O Globo
 
Cerca de 38% subiram para atividades que pagam mais e são mais protegidas


 
Quase metade (49,1%) dos trabalhadores brasileiros não ascenderam no trabalho para ocupações que pagam mais e são mais protegidas, de acordo com a pesquisa sobre mobilidade sócio-ocupacional divulgada na última quarta-feira pelo IBGE. Quase 40% dos trabalhadores ocupados (38,6%) conseguiram melhorar de vida ao longo de sua trajetória profissional, A análise considera aqueles que ascenderam para categorias de ocupação com melhor rendimento e menor vulnerabilidade (nas quais há uma parcela menor de ocupados ganhando menos que o salário mínimo e mais proteção social). Ao mesmo tempo, 11,1% dos trabalhadores regrediram.
 
— Os grupamentos de atividade que mais apresentaram mobilidade foram os de vendedores e prestadores de serviços do comércio, trabalhadores dos serviços e trabalhadores agrícolas. As outras ocupações responderam por menos de 10% entre as pessoas que ascenderam — afirmou Flávia Vinhaes Santos, responsável pela pesquisa, da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.
 
São pessoas que trabalhavam no setor de serviços, mas que passaram para técnicos de nível médio.
 
Flávia explica que a chamada mobilidade intrageracional — que é aquela dentro de uma mesma geração, numa vida profissional — mostrou-se mais concentrada entre os estratos mais baixos, como vendedores e prestadores de serviços do comércio, trabalhadores dos serviços e trabalhadores agrícolas. Do total de trabalhadores que subiram de vida, 14,6% começaram trabalhando na agricultura e o mesmo foi observado entre os vendedores e prestadores de serviço do comércio e os trabalhadores dos serviços.
 
A manutenção da carreira na primeira ocupação é forte. Apesar da mobilidade ter sido maior entre os agricultores, a atividade manteve 45,6% deles na mesma atividade do primeiro emprego. O comércio foi onde mais mobilidade: apenas 25,6% continuaram no setor ao longo da carreira profissional.
 
Entre dirigentes e profissionais de ciências e artes, as melhores ocupações na pesquisa do IBGE, a permanência também foi alta: 40,3% e 67% respectivamente.
 
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