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02/04/2018 - 07h24

“Com automação, o valor humano vai ficar ainda mais importante”, diz professor da FEA-USP

Fonte: Época Negócios
 
Isak Kruglianskas atenta para o que as máquinas não podem fazer no futuro
 
No futuro, muitas funções serão automatizadas. Com isso, postos de trabalho que hoje estão nas mãos de humanos serão ocupados por máquinas. Essa é uma tendência que não soa como novidade. Para Isak Kruglianskas, professor da FEA-USP, isso não significa que o indivíduo perderá sua importância. “O valor humano vai ficar ainda mais importante. A criatividade e a imaginação ainda serão coisas que só o homem terá”, disse, evento Science meets Business (SciBiz) 2018.
 
As próximas décadas mostrarão uma nova configuração do mercado de trabalho, e o desemprego não é descartado. “A tecnologia e a inovação vão evoluir muito mais rápido que a nossa capacidade de adaptar a força de trabalho”, afirma Renato Freitas, cofundador da 99. “Muitos trabalhos serão automatizados por completo. Já existem pessoas que, inclusive, defendem que governos deverão conceder um salário mínimo durante o período de adaptação, pois não estaremos ainda preparados.”
 
“Alguns países já estão sofrendo os impactos”, cita Gianna Sagazio, CEO da IEL e diretora de inovação da CNI. Tais mudanças são resultado do aumento de serviços e produtos com inteligência artificial, internet das coisas, realidade aumentada, big data e outras tecnologias. “Aqui, no Brasil, deve chegar de forma mais cadenciada, o que não tira de nós a preocupação de nos prepararmos para isso.”
 
Gianna ressalta que o país não está entre os melhores do mundo em termos de inovação. Pelo Índice Global de Inovação, da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, em parceria com Universidade Cornell e a escola de negócios Insead, o Brasil fica na 99ª posição entre os 127 países pesquisados.
 
Massato Takakuwa, diretor sênior de desenvolvimento de negócios da NEC Latin America, chama a atenção para o perigo que corremos além do mercado de trabalho. “Em 2050, nós precisaremos de mais energia, mais comida e mais água. Se não tivermos a tecnologia a nosso favor, esse processo não será possível. A inovação é extremamente necessária”, diz.
 
“O futuro do Brasil vai passar por uma encruzilhada, e esse final de ano mostrará se teremos um futuro para a inovação ou se manteremos com o mais do mesmo”, destaca Kruglianskas, alertando para a importância de um governo alinhado com a proposta de inovar.
 
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