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26/08/2013 - 00h31

Renda, condições de trabalho e terceirização são desafios de campanhas salariais

Fonte: Rede Brasil Atual
 
 
Crescimento e inflação, determinantes do ambiente econômico, são desafios para categorias com data-base neste segundo semestre. As principais vão atingir aproximadamente 5 milhões de trabalhadores. As entidades sindicais esperam que o já tradicional argumento empresarial de inflação mais elevada e projeção de crescimento econômico em declínio se apresente com mais ênfase. Entretanto, o economista José Silvestre Prado Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese, observa: “É importante ressaltar que o crescimento pode ser três vezes maior do que foi em 2012”, referindo-se à previsão do mercado para a expansão do PIB em torno de 2,5%, ante 0,9% no ano passado.
 
Mesmo o argumento sobre pressão inflacionária merece ponderação, argumenta Silvestre. “A inflação de 2013 certamente será maior do que a de 2012, mas as categorias com data-base do segundo semestre devem pegar uma inflação anualizada menor do que as que fecharam seus acordos coletivos no primeiro. Isso é um elemento importante para avaliarmos as próximas negociações.”
 
Usado como referência nas negociações trabalhistas, o INPC tem perdido força nos últimos meses. De 0,60% em março, passou para 0,59% em abril, 0,35% em maio, 0,28% em junho e -0,13% no mês passado. Com isso, o acumulado em 12 meses passou de 7,22%, em março, para 6,38% em julho.
 
Importantes segmentos da indústria, do comércio e do setor de serviços do país têm data-base para renovação dos seus acordos coletivos na segunda metade do ano. Apenas trabalhadores nos correios, petroleiros e bancários, com campanhas nacionais, reúnem mais de 700 mil trabalhadores. As campanhas dessas categorias despertam ainda interesse indireto de outros 800 mil, estimativa de empregados de terceirizadas que prestam serviços para o ramo financeiro e de petróleo.
 
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