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08/03/2019 - 03h31

“Grave ataque contra o princípio da liberdade e autonomia sindical”, diz nota das centrais sobre MP 873

Fonte: Rádio Peão Brasil  


 
Confira a íntegra da nota das centrai sindicais:
 
NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS SOBRE A EDIÇÃO DA MP 873
 
A edição da MP 873 pelo presidente Bolsonaro é um grave ataque contra o princípio da liberdade e autonomia sindical e o direito de organização dos trabalhadores, dificultando o financiamento das entidades de classe, no momento em que cresce no seio da classe trabalhadora e do conjunto da sociedade a resistência ao corte de direitos de aposentadoria e previdenciários em marcha com a apresentação da proposta de Reforma da Previdência que já tramita no Congresso Nacional.
 
As centrais sindicais, os sindicatos, federações e confederações de trabalhadores tomarão todas as medidas de caráter legal e junto ao Congresso Nacional, as bancadas dos partidos políticos, e mobilizações para derrotar a MP 873 e os ataques contra o movimento sindical, que também são ataques contra a democracia brasileira duramente conquistada.
 
Reunidas em São Paulo nesta data, as centrais sindicais orientam que:
 
– A MP 873 não altera o desconto em folha de pagamento das mensalidades associativas e outras contribuições constantes nas Convenções e Acordos Coletivos aprovados em assembleias;
 
– Os empregadores que não efetivarem os referidos descontos, além da ilegalidade, incorrerão em práticas antissindicais e sofrerão as consequências jurídicas e políticas dos seus atos;
 
– As centrais sindicais denunciarão o governo brasileiro na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e demais organismos internacionais por práticas antissindicais;
 
– O coletivo jurídico das centrais sindicais construirá estratégias unitárias para orientar seus filiados e recomenda que nenhuma medida jurídica relativa à MP 873 seja tomada individualmente.
 
É oportuno reforçar que as centrais sindicais e o conjunto do movimento sindical já convocaram, para o dia 22 de março próximo, o Dia Nacional de Lutas contra o fim das Aposentadorias e por uma Previdência Social Pública, quando serão realizados atos públicos, greves, paralisações e mobilizações contra o projeto da reforma da previdência do presidente Bolsonaro, um processo de mobilização crescente dos trabalhadores e da sociedade civil em defesa dos seus direitos sociais, econômicos, de aposentadoria e previdenciários.
 
São Paulo, 7 de março de 2019.
 
Vagner Freitas – Presidente da CUT
 
Miguel Torres – Presidente da Força Sindical
 
Adilson Araújo – Presidente da CTB
 
Ricardo Patah – Presidente da UGT
 
José Calixto Ramos – Presidente da NCST
 
Antonio Neto – Presidente da CSB 
 
Ubiraci Dantas de Oliveira – Presidente da CGTB
 
Atnágoras Lopes – Executiva Nacional da CSP-Conlutas
 
Edson Carneiro Índio – Secretário-geral da Intersindical
 
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