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30/10/2014 - 10h05

“Mudanças radicais no mundo do trabalho – a geração Y e o futuro”

Fonte: O Estado de S. Paulo


 
Pesquisa apresentada em 11 de setembro de 2014, no seminário SuccessConnect 2014, em Las Vegas, nos Estados Unidos, mostrou os resultados de um estudo feito pela consultoria Oxford Economics, patrocinada pela empresa SAP.
 
Essa pesquisa ouviu 2.700 funcionários e 2.700 executivos, em 27 países, incluindo o Brasil, sobre temas importantes e que impactarão o mundo do trabalho no ano de 2020, entre eles: o desenvolvimento da força de trabalho, a liderança organizacional, o papel da geração Y, e os gaps de competência profissional.
 
Alguns dados do estudo estão em desacordo com outros que já apresentamos nesta coluna sobre, por exemplo, o que a geração Y (ou millennials como classifica o estudo) valoriza. Se lembrarem de três pesquisas tratadas aqui em artigos passados lembrarão, também, que a geração Y aparecia nas mesmas privilegiando o equilíbrio entre vida e trabalho.
 
Pois bem, nesta pesquisa da Oxford Economics 68% trabalhadores da geração Y indicam a compensação (salários, benefícios e incentivos financeiros) como atributo fundamental em uma oferta de trabalho. Em segundo lugar fica o cumprimento de metas, e o equilíbrio entre vida e trabalho é assinalado em terceiro lugar.
 
Seguem-se “fazer a diferença” e “trabalho significativo”, ou seja, aquilo que outras pesquisas mostravam como fundamentais para a geração Y não se mostram prioritárias. Interessante notar ainda que, com pequenas diferenças, a classificação é a mesma para indivíduos não pertencentes à geração Y.
 
Porém, algumas antigas constatações, em estudos anteriores, sobre o que a geração Y privilegia, em termos de feedback e orientação para o desenvolvimento de suas competências, são reforçadas.
 
A importância da geração Y, do ponto de vista dos executivos entrevistados, e do impacto que ela exerce nas estratégias, é vista como crucial, porém consideram que as lideranças das organizações dão pouca relevância às mesmas. Apenas 30% dos executivos dizem que suas organizações dirigem atenção especial aos desejos, necessidades e expectativas da geração Y.
 
Dois dados importantes, ainda, sobressaem desse levantamento. O primeiro refere-se ao cenário até o ano de 2020 com relação à força de trabalho: a geração Y será a força dominante nesse período; a oferta de trabalho terá uma dimensão globalizada; a dificuldade de recrutamento de funcionários com competências básicas desenvolvidas tende a aumentar e, cada vez mais as organizações contarão com empregados terceirizados.
 
O segundo está vinculado aos desafios para o desenvolvimento de uma força de trabalho que possa atender as necessidades de negócios futuros e que, portanto, tendem a ser tão fundamentais quanto ao movimento desse cenário.
 
Todos os desafios passarão pelo atendimento das necessidades e expectativas da geração Y, resguardando o crescimento profissional e, com isso, a longevidade e a lealdade desse importante contingente.
 
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