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11/03/2016 - 10h40
Salários de homens e mulheres se aproximam com piora do emprego
Fonte: Folha de S. Paulo
A diferença do salário de admissão de homens e mulheres diminuiu pelo segundo ano consecutivo. Em 2015, ela ficou em 12,10%, apontam dados do Ministério do Trabalho referentes ao mercado formal de empregos.
A aproximação se deu porque a remuneração dos homens se deteriorou mais. O salário inicial masculino caiu 2,3%, e o feminino, 0,34%.
Em janeiro, os homens ingressaram no mercado com um salário R$ 100 mais baixo do que o valor de entrada dos demitidos – ou seja, o rebaixamento continuou.
Entre as mulheres, a tendência foi a mesma, mas a piora foi de R$ 70.
"As atividades mais atingidas pela crise são indústria e construção civil, tradicionalmente masculinas", diz Lucia Garcia, coordenadora de pesquisas do Dieese (centro de estudos dos sindicatos).
Nem todas as crises aproximam os salários em níveis baixos, segundo Nadya Guimarães, do Cebrap (centro de análise e planejamento).
"Nos anos 1990, houve demissões em empresas, e o setor industrial era maior", mas na época, homens não perderam relativamente mais, diz.
Como as mulheres já ganham um salário próximo do mínimo, há mais espaço para reduzir ganhos masculinos, afirma João Saboia, economista da UFRJ.
A FENDA - Diferença (em %)
A FENDA - Diferença (em %)