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27/08/2013 - 01h59
Salários em queda
Fonte: Correio Braziliense

Pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que os aumentos salariais no primeiro semestre deste ano são inferiores aos de 2012, no mesmo período. Nos primeiros seis meses do ano passado, 96,3% das negociações resultaram em reajuste acima da inflação, ante 85% neste ano, até julho. Em 7% dos casos, houve apenas reposição inflacionária. Em 8,5%, o reajuste nem sequer cobriu a alta do custo de vida. O ganho médio acima da inflação foi de 1,19%, enquanto no ano passado chegou a 2,26%. Esse é o menor percentual dos últimos quatro anos.
Luis Ribeiro, técnico do Dieese, afirmou que os números estão dentro das expectativas. Ele avaliou, porém, que a partir de setembro os resultados devem ser melhores. “As previsões de crescimento, ainda que tímidas, são de 2% a 2,5%, a inflação dá sinais de queda e as categorias com elevado poder de mobilização (bancários, metalúrgicos, petroleiros e químicos) entram em dissídio coletivo entre setembro e novembro”, ponderou. Ainda segundo ele, até o fim do ano, 90% das negociações deverão resultar em reajustes acima da inflação.
Segundo Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), “no mundo inteiro, as empresas estão retraídas e não sabem se vão conseguir escoar seus produtos, porque ainda há dúvidas quanto ao fim da crise econômica”. Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Global Partners, lembrou que, nessas situações, o mercado fica mais seletivo na contratação. “Com a demanda alta por vagas, é possível que os reajustes fiquem abaixo da inflação até 2014”, destacou.