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11/08/2021 - 09h35

Santos Brasil estuda leilões de granéis líquidos em Santos e PR

Fonte: Valor Econômico
 
A Santos Brasil está estudando ao menos três leilões para novos terminais de granéis líquidos: dois no Porto de Santos (os chamados STS 8 e STS 8A) e um no Porto de Paranaguá. “Estamos avaliando a relação risco-retorno de cada um e vendo onde podemos ser competitivos”, afirma o diretor financeiro, Daniel Dorea.
 
A companhia, conhecida por sua atuação no segmento de contêineres, tem trabalhado para diversificar seu portfólio. Em abril, a empresa já conquistou três áreas destinadas à movimentação de granéis líquidos no Porto de Itaqui (MA). O contrato deverá ser firmado nos próximos dias.
 
“Dos três arrendamentos, dois são ‘brownfield’ [já operacionais]. Há uma boa chance de chegarmos ao fim de 2021 ou primeiro trimestre de 2022 com os dois terminais funcionando”, diz.
 
A companhia já desembolsou 25% das outorgas oferecidas pelas áreas no leilão. O restante será pago em quatro parcelas anuais. Já os investimentos deverão começar em breve, com a assinatura. “Estamos contratando as empresas de engenharia e fazendo o mapeamento de clientes. Estamos em tratativas com diversas distribuidoras de combustíveis, desde as bandeira branca até as verticalizadas”, afirma Dorea.
 
O próximo leilão no radar do grupo será o das duas áreas no Porto de Santos, que hoje são operadas pela Transpetro. O governo federal planeja fazer a licitação em novembro deste ano.
 
A Santos Brasil está avaliando os dois terminais, mas a expectativa é que a subsidiária da Petrobras seja bastante agressiva em seu lance pelo lote maior, o chamado STS 8A – que terá 305,7 mil m2 e demandará investimentos de R$ 792 milhões. O segundo terminal, o STS 8, é um pouco menor, mas ainda relevante: a área será de 139 mil m2, e os investimentos, de R$ 265,5 milhões.
 
Hoje, a Santos Brasil vive um bom momento: além de estar capitalizada para fazer sua expansão, a empresa tem registrado resultados muito positivos.
 
No segundo trimestre deste ano, o grupo reverteu o prejuízo de 2020 e registrou lucro líquido de R$ 60,4 milhões. A receita líquida teve aumento de 68,8%, chegando a R$ 379,5 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 250% no trimestre, para R$ 147,7 milhões. Os resultados são bastante positivos mesmo se comparados ao segundo trimestre de 2019, que não traz os efeitos da pandemia.
 
Para o diretor financeiro, a expectativa é que o crescimento se mantenha nos próximos dois trimestres deste ano.
 
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