Notícias

23/08/2013 - 00h41

Secretário de Assuntos Portuários fala sobre decisão do Ministério Público

Fonte: Santaportal / Mayara Rached


A empresa T-Grãos foi apontada pelo Ministério Público (MP) como uma das responsáveis pelo problema do caos viário que se estende desde domingo. Em entrevista exclusiva ao #Santaportal, José Eduardo Lopes - Secretário de Assuntos Portuários da Prefeitura de Santos, afirma que a acusação do órgão estadual é comprovada em números. “O terminal deveria receber 250 caminhões, mas o T-Grão alega que os clientes mandam mais de 400 por dia”, afirma.
 
Na quinta-feira (21) uma reunião entre representantes da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa T-Grão e também Prefeitura de Santos, em conjunto com o promotor de Meio Ambiente de Santos, Daury de Paula Júnior, determinou uma data para que a empresa solucione o caos num dos principais acessos a cidade.
 
Por sua vez, a T-Grão, acusada de não controlar o agendamento de entrada e saída de cargas, disse por meio de nota enviada ao #Santaportal, que o terminal fechou contrato com quatro clientes e opera com 70% de sua capacidade, e que as quotas de clientes autorizadas pela empresa representam 60% de sua capacidade de recebimento de caminhões. “Quando os clientes extrapolam esses volumes, e eles devem ter seus motivos, não temos meios legais nem práticos para interferir”, explicava a nota enviada ao portal.
 
“Ficou claro que a responsabilidade é da T-Grão, pelo agendamento e excesso de caminhões”, insistiu o secretário. Ele ainda afirma que a empresa acredita ser vítima do problema e que a solução, precisa vir antes mesmo dos caminhoneiros saírem do ponto de origem. “Uma questão importante trata de uma alteração na resolução da Codesp. O caminhão não deve viajar sem que haja o agendamento prévio no terminal. Isso evita que o veículo saia do local de origem sem estar agendado”.
 
Segundo José Eduardo, depois que o veículo chega ao destino final, que seria a empresa portuária, fica difícil impedir a entrada dele no terminal. Já a T-Grão confirma estar cumprindo rigorosamente o que foi definido na reunião de quarta-feira, no Ministério Público, e que envolve todos os terminais do Porto.
 
Antes da solução desse problema que continua a desafiar motoristas e caminhoneiros, a Codesp permitirá, excepcionalmente, que cerca de 80 caminhões formem fila em um trecho da Avenida Perimetral, entre o Canal 4 e a região do Mercado. Fora deste espaço, não será permitido o estacionamento ou formação de fila de caminhões destinados ao terminal.
 
Ainda na reunião, também ficou determinado que os caminhoneiros que insistirem em estacionar no trecho proibido poderão ter sua documentação apreendida por agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ou pela Guarda Portuária. Os condutores também poderão ser multados e impedidos de descarregar.
 
Para evitar novos transtornos, ficou acertada a inclusão de uma cláusula na Resolução DP nº 47.2013, de 23 de abril, que obriga os terminais públicos e privados do Porto de Santos a informar com antecedência suas programações logísticas à Autoridade Portuária.
 
Imprimir Indique Comente

« Voltar

Galeria de
Imagens

Ver todas