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13/04/2015 - 00h21

Sem dragagem, Santos deixa de movimentar 500 mil contêineres

Fonte: Folha de S. Paulo



A falta de obras constantes para manter o calado (profundidade do canal) do porto de Santos não permitiu que pelo menos 500 mil contêineres fossem embarcados em 2014, segundo a ABTP (que representa o setor).
 
O volume corresponde a 20% do movimentado no ano passado pelo terminal, que é o mais importante do país.
 
Uma audiência pública coordenada pela Secretaria de Portos ocorreu na última quinta-feira (9), em São Paulo, para discutir um novo modelo de concessão de dragagens.
 
"Por causa da morosidade no atual processo de licitação, o serviço pode demorar cinco anos para ser contratado", afirma Wilen Manteli, presidente da associação.
 
"Os portos precisam ter dragagem permanente, não para remediar o assoreamento."
 
O presidente do porto de Paranaguá, Luiz Henrique Dividino, porém, afirma que o terminal paranaense passa por manutenção de profundidade anual e não encontra obstáculos com as licitações.
 
"O tema é importante para o funcionamento dos portos. Estamos curiosos para saber se o novo modelo trará mais celeridade aos terminais que precisam, com tarifas que não onerem os usuários."
 
Hoje, os serviços são custeados com as taxas cobradas das embarcações. A concessão funcionaria como uma espécie de "pedágio".

 
 
 
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