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24/11/2014 - 02h39
Sinais de que você está prestes a ser demitido
Fonte: O Globo com Agência Internacional
E como se preparar para achar um novo emprego
E como se preparar para achar um novo emprego
Se você anda recebendo advertências ou as divergências têm sido recorrentes no trabalho, é sinal de que algo está errado, e isso pode resultar numa breve demissão. Segundo artigo publicado pela revista “Times”, com ajuda do site Quora, os sinais são mais perceptíveis em grandes empresas do que nas menores. Mas dá para ter uma ideia do que está rolando ao seu redor.
Um sinal claro é a advertência, seja oral ou escrita, em que o empregador fala sobre suas expectativas não alcançadas em relação ao desempenho e resultados do funcionário. Algumas empresas têm relatórios mensais ou anuais. Caso sua avaliação seja “inconclusiva” ou negativa, é bom começar a procurar outro emprego. A única situação em que é possível sair deste quadro na atual companhia é mudando de chefe.
Outro presságio de que algo não vai bem é quando há divergências por escrito. Se você recebeu algo como “Em 4 de setembro, discutimos X, você concordou em Y, mas depois fez Z”, algo está acontecendo. Você deve responder também por escrito, corrigindo os pontos dos quais discorda. Não que isso significará escapar de uma demissão, mas vai deixar claro que você também sabe se defender. E isso lhe dará mais tempo para programar a sua saída, ou até mesmo para provar seus resultados, caso tente um acordo.
O ideal, entretanto, é conseguir outro emprego enquanto você ainda está empregado. Isso porque pessoas já empregadas conseguem salários até 10% maiores, e a elas é atribuída maior eficiência no trabalho. Portanto, o benefício de mudar de emprego nesta posição vale mais do que a possível permanência no atual.
— Você tem maior poder de negociação quando está empregado e isso naturalmente cria ofertas maiores para você sair do emprego. Portanto, é preferível procurar emprego enquanto está empregado a sair e depois procurar — afirma o coach Silvio Celestino, lembrando que essa regra é geral, e não para um setor em específico.
Sócia-diretora da Yluminarh e professora do Ibmec/RJ, Ylana Miller ressalta atrair um profissional que esteja empregado demandará uma negociação diferenciada, pois também será levada em consideração o risco da mudança, além do fato do seu histórico e desempenho já reconhecido na empresa que está trabalhando.
— Em geral, a negociação mínima gira em torno de 20%, além de avaliar outros aspectos intangíveis, como as possibilidades de crescimento e desenvolvimento profissional.
Porém, se a indenização pela demissão é alta e vai cobrir suas despesas para um período desempregado, aceite o acordo ou a demissão. É sempre bom sair de onde se está com boas referências. Se não for do seu chefe direto, busque de outros. Caso haja concordância entre a empresa e o funcionário sobre a saída, veja se é possível também fazer um acordo sobre dizer que você continua trabalhando com eles para, assim, aumentar suas chances de contratação.