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06/03/2013 - 04h31

Sindicalista sugere CPI dos portos

Fonte: Força Sindical



Licenças ambientais descabidas, benefícios para estrangeiros agregarem grandes áreas, senador alvo de investigações, dinheiro do FGTS para especulação de megaempresários.
 
Esses são apenas quatro motivos, mas o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e região, Valdir de Souza Pestana, enumera outros.
 
Para ele, “os portos do Brasil, especialmente o de Santos, são vítimas da prostituição ética e moral, onde a soberania do país também está em queda livre”.
 
Pestana defende a criação de uma CPI (comissão parlamentar de inquérito), no Congresso Nacional, para investigar “todas as falcatruas cometidas ultimamente nos portos”.
 
Empossado presidente da Federação dos Trabalhadores Rodoviários do Estado de São Paulo na quinta-feira (28), ele representa 1 milhão e 200 trabalhadores.
 
O sindicato dos rodoviários é um dos nove, do porto de Santos, que vêm se batendo contra a Medida Provisória 595-2012, que regulamenta as atividades portuárias.
 
Pestana consultará o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) sobre a possibilidade da CPI. O sindicato dos rodoviários é filiado à central Força Sindical, presidida nacionalmente pelo parlamentar.

Fundo de garantia

“É uma vergonha, mas vultosas verbas do fundo de garantia dos trabalhadores são destinadas a conglomerados de empresas para construção de terminais portuários”, adverte o sindicalista.

“Depois”, continua “esse beneficiados vendem os terminais para armadores estrangeiros. Não dá para acreditar. Este é outro ponto para a CPI investigar”.

Para Pestana, “grandes lobistas corrompem o Brasil e ninguém reclama. Falam mal da China, mas lá o governo controla os portos, enquanto aqui a soberania nacional afunda”.

“Queremos passado a limpo o que ocorre nos cantos palacianos”, dispara o sindicalista. “Não tenho provas nem fotos, mas a CPI tem meios competentes de investigação”.

“Se matérias jornalísticas sobre escândalos, greves, investigações, interesses mercantilistas e outros temas forem catalogados, a comissão de inquérito já terá por onde começar seu trabalho”.

“Basta lerem, analisarem com minúcia de relojoeiro, entenderem as entrelinhas, observarem as letrinhas minúsculas e constatarão muita coisa podre nos portos”.

 
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