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08/01/2016 - 03h13

Sindicatos e Usiminas realizam nova reunião para falar sobre demissões

Fonte: G1/Santos
 
Reunião foi promovida para tratar sobre o encerramento de atividades. Estimativa da empresa é que 4 mil funcionários sejam demitidos.
 
Os sindicatos dos metalúrgicos e dos engenheiros se reuniram com representantes da Usiminas e do Ministério Público do Trabalho em Cubatão (SP). Essa foi a oitava reunião em menos de dois meses para tratar sobre as demissões e o encerramento das atividades na empresa.
 
O objetivo do encontro é tentar um acordo entre sindicatos e a empresa após várias demissões já terem ocorrido e diversos protestos terem ocorrido. Em novembro, a Usiminas garantiu que seguraria as demissões até esta quinta-feira (7). A estimativa da empresa é que 4 mil funcionários sejam demitidos, sendo que metade desta parte é terceirizada.
 
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Florêncio Rezende de Sá, acredita que esse número possa ser maior. “Em uma reunião que tivemos em Brasília no começo de novembro, o Sindicato da Construção Civil levantou um dado que, de janeiro de 2014 até aquela data, só entre os terceirizados, já haviam ocorrido 7162 demissões”, diz.
 
Já o presidente do Sindicato dos Engenheiros está pessimista quanto à possibilidade de reverter parte das demissões. “A expectativa é que a empresa não volte atrás quanto às demissões, mas que apresente um pacote de benefícios aos trabalhadores para tentar amenizar essa situação que eles estão passando”, explica Newton Guenaga Filho.
 
Florêncio afirma que acredita que a empresa possa estar com outros planos em mente e por isso as demissões estariam ocorrendo. “Ela só está aproveitando o momento porque fica mais facil de convencer a sociedade para executar um plano. Eles estão tentando transformar uma siderúrgica em uma laminadora e operadora de infraestrutura na area de logística. Eles não vão fechar a Usiminas, pelo contrário, eles vão mudar de ramo”.
 
Em nota, a Usiminas informa que na reunião apresentou medidas, que vão além das obrigações legais, para diminuir os impactos que os empregados terão com a desativação das unidades da empresa. Entre essas medidas, estão a manutenção dos planos de saúde e odontológico por 3 a 6 meses, opção por auxílio-alimentação por até 4 meses ou por recebimento do benefício de retorno de férias ou contribuição previdenciária durante 3 meses para empregados com possibilidade de aposentadoria, prioridade na recontratação quando os equipamentos forem reativados, remanejamento interno de alguns profissionais para áreas na usina que permanecerão operando e workshops de recolocação profissional.
 
A Usiminas informou ainda que espera que as negociações prossigam com bom senso, visto que as medidas apresentadas representam suas possibilidades financeiras e tendo em vista o cenário vivido pela indústria do aço.
 
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