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31/03/2017 - 10h01

Sindicatos promovem diversos protestos na Baixada Santista

Fonte: A Tribuna On-line
 
Fechamento de agências bancárias será um dos atos da manifestação

 
Mais um dia de protestos. É o que prometem para esta sexta-feira (31) servidores públicos, judiciários, bancários, metalúrgicos e petroleiros. Todos, cada um em sua área, garantem realizar alguma manifestação. Os atos são contra os projetos de terceirização e as reformas trabalhista e da previdência.
 
O secretário-geral do Sindicato dos Bancários de Santos e região, Ricardo Saraiva Big, informou que em razão dos protestos não haverá expediente em algumas agências da Baixada Santista até o meio-dia. “Após as paralisações as categorias vão se reunir na Praça Mauá (em Santos)”, disse.
 
Na manhã desta sexta-feira (31), os sindicatos dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista e dos Petroleiros do Litoral Paulista (SindiPetro-LP) vão realizar atos pacíficos em frente às unidades da Usiminas e Refinaria Presidentes Bernardes, em Cubatão, além do Terminal da Alemoa, em Santos.
 
“Não vamos impedir os trabalhadores de entrarem nas empresas. Apenas vamos alertá-los sobre o motivo do nosso protesto e da greve geral em todo o País, que está marcada para 28 de abril”, explicou o presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos, Claudinei Rodrigues Gato.
 
Coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (SindiPetro-LP), Adaedson Costa explica que o ato tem como objetivo chamar a atenção dos trabalhadores para a greve geral prevista para acontecer no próximo dia 28 de abril. 
 
“Esse ato em frente a refinaria Presidente Bernardes é para mostrar a indignação da classe trabalhadores, da classe operária contra todos esse desmando do governo Temer. Ou seja, a PL de terceirização, aprovada a toque de caixa, sem ampla discussão da sociedade; o projeto de lei que acaba com a nossa previdência e o projeto de lei da reforma da CLT. Esses três pilares, que são essenciais para a distribuição de renda neste País, são o grande tema das mobilizações que ocorrem hoje em todo território nacional”.

 
A manifestação, segundo o diretor do SindiPetro-LP, Fábio Mello,  promete ser pacífica e não prejudicial aos profissionais, com o bloqueio de estradas, por exemplo. 
 
“Estamos tratando de uma questão de interesse dos trabalhadores. É um movimento classista. Tiveram (deputados) a ousadia de desarquivar o projeto de terceirização e querem impor as reformas trabalhista e previdenciária justificando que o modelo é ultrapassado, mas até 2013 o PIB (Produto Interno Bruto) era positivo”, diz Mello.
 
O sindicalista acrescenta que os governantes estão querendo transferir para a população uma responsabilidade que é deles. “A crise não foi gerada pelos trabalhadores e quem tem que pagar a contas somos nós?”, indaga.
 
Depois dos protestos da manhã e à tarde, na Praça Mauá, sindicalistas e profissionais vão se reunir às 17 horas na Estação da Cidadania, na Avenida Ana Costa, 340, para mais um ato contra as medidas que têm sido adotadas pelo governo.
 
Em meio a greve dos servidores municipais, o Sindserv de Santos também participará da manifestação em prol da manutenção dos direitos dos trabalhadores. O vice-presidente do sindicato, Cássio Canhoto, disse não poder adiantar quais serão os atos do protesto, mas, com a divulgação dos locais, aproveitou para convocar a população.
 
“Convidamos os trabalhadores de todas as categorias para denunciar os ataques dos governos federal, estaduais e municipais”.
 
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