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22/05/2018 - 09h01

Sindireceita paralisa serviços em portos e aeroportos por duas semanas

Fonte: Metrópoles 
 
Greve afeta atividades das alfândegas e inspetorias, travando despachos de exportação, vistoria das mercadorias e embarque de suprimentos


 
Cerca de 7 mil analistas-tributários da Receita Federal de todo o país cruzam os braços por mais duas semanas – desta segunda-feira (21) a 25 de maio e do dia 28 de maio a 1º de junho. A categoria promove greve contra o descumprimento do acordo salarial assinado em 23 de março de 2016. Durante a paralisação, diversos serviços serão suspensos, como a fiscalização em portos, aeroportos e postos de fronteiras.
 
Os servidores chegam ao terceiro mês de movimento, atingindo quase 30 dias de paralisações das atividades da Receita Federal, quando diversos serviços são suspensos nas unidades do órgão em todo o Brasil.
 
Nas unidades aduaneiras, os profissionais da Receita não atuarão nos serviços das alfândegas e inspetorias, como despachos de exportação, verificação de mercadorias e bagagens, embarque de suprimentos, operações especiais de vigilância e repressão, entre outros.
 
Paralisação
 
O presidente do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), Geraldo Seixas, afirma que a greve tem sido acirrada a cada semana diante das negociações salariais que já foram amplamente discutidas pelos ministérios envolvidos no acordo e nenhuma atitude foi tomada até o momento.
 
“Aguardamos a edição do decreto que regulamentará o Bônus de Eficiência desde o dia 11 de julho de 2017. A Casa Civil analisa, há mais de um mês, os termos desse decreto. A morosidade em todo este processo demonstra não apenas um enorme desrespeito com os servidores do Fisco, mas também o descaso do governo com a Receita Federal”, avalia Geraldo Seixas.
 
Segundo o presidente do Sindireceita, a postura do governo federal tem causado prejuízos não somente à Receita Federal, mas aos contribuintes e ao país. “A Receita Federal é um órgão de extrema importância para o Brasil e, especialmente, para o enfrentamento ao atual cenário de crise econômica que vivemos. Desejamos que o acordo seja cumprido em sua integralidade, para que possamos retornar à sua normalidade e contribuir ainda mais para a saída desta grave crise”, disse.
 
De acordo com Seixas, o movimento não prejudicará a atuação em ações fundamentais para o país, como a Operação Lava-Jato. “A greve é um direito legítimo dos trabalhadores e seguiremos em nosso movimento até que o governo cumpra com o acordo assinado”, afirmou.
 
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