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05/06/2015 - 16h07
Sindogeesp comemora 51 anos de lutas e glórias
Fonte: AssCom Sindogeesp / Denise Campos de Giulio


O Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras do Estado de São Paulo (Sindogeesp) comemora seu 51º aniversário de fundação nesta segunda-feira (8). A entidade representa aproximadamente 2.000 profissionais, qualificados e especializados nos mais diversos equipamentos e máquinas, de pequeno e grande portes, utilizadas na operações portuárias.
Através dos vários acordos coletivos mantidos com a classe patronal, os trabalhadores ligados ao Sindogeesp estão presentes em todos os terminais privados e empresas do cais público, atuando nos segmentos do contêineres, granel sólido, açúcar, carga geral, entre outros.
Na vanguarda do aperfeiçoamento profissional, os trabalhadores associados ao Sindogeesp são figuras frequentes nos cursos e treinamentos regulares oferecidos pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) e pelo Departamento de Ensino Profissional Marítimo, da Marinha do Brasil.
Com isso, o índice de aprovação dos operadores nas bancas examinadoras é de 100%, o que garante à categoria a condição de uma das mais qualificadas do Brasil, segundo especialista do setor. "Saber que os nossos trabalhadores estão entre os mais qualificados do país é motivo de muito orgulho para nós", comemorou o presidente do sindicato, Guilherme do Amaral Távora.
O sindicalista é um dos principais responsáveis pela grande transformação da instituição laboral representativa, cujo crescimento a colocou entre os principais sindicatos portuários do país e um dos mais respeitados no cenário nacional.
Membro titular do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e do Centro de Excelência Portuária de Santos (CENEP), o dirigente está á frente da entidade desde 1995. "É evidente que com o apoio dos associados e colaboração dos demais companheiros de diretoria, o Sindogeesp atingiu patamares que alguns anos seriam inimagináveis, mas seguramente todo o nosso esforço valeu a pena e isso é gratificante".
Apesar dos avanços, o mandatário destaca que outros desafios precisam ser superados pela categoria. "Temos plena consciência de que crescemos muito enquanto entidade sindical e categoria profissional, mas os nossos objetivos e desafios ainda são muitos".
História
Apesar da data, a história da entidade teve início um ano antes, mais precisamente no dia 23 de março de 1963, quando 97 trabalhadores especializados na operação de máquinas se reuniram na sede do Sindicato dos Ensacadores e Carregadores de Café de Santos para discutir a criação da Associação Profissional dos Motoristas em Guindaste do Porto de Santos.
A criação da entidade significou a independência da categoria, até então vinculada ao Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport). Um ano depois, em 8 de Junho de 1964, a associação foi finalmente reconhecida pelo ministro do Trabalho da época, Arnaldo Lopes Süssekind, como Sindicato dos Motoristas em Guindaste do Porto de Santos. "Foi uma árdua luta para que esse objetivo fosse atingido", disse o presidente Guilherme do Amaral Távora.
Em franca expansão na base territorial e crescimento no campo laboral, devidamente reconhecido não só como entidade representativa nas operações de guindastes, como também de empilhadeiras, em 1992 passou a denominar-se Sindicato dos Operadores em Aparelhos Guindastescos, Empilhadeiras, Máquinas e Equipamentos Transportadores de Carga dos Portos e Terminais Marítimos e Fluviais do Estado de São Paulo.
Após nove anos instalado em uma sede alugada na Praça da República, em 21 de dezembro de 1972 o Sindogeesp adquiriu com recursos próprios o imóvel localizado na Rua Doutor Manoel Tourinho, nº 168, no bairro do Macuco, em Santos, atual sede da entidade. "Os anos de chumbo mantiveram a entidade sob intervenção entre 1974 e 1977, mas não impediram que os 97 corajosos companheiros enfrentassem os generais para fundarem o Sindicato", lembrou o atual mandatário.
Ao longo destes 50 anos o Sindogeesp foi presidido por Jarbas Pacheco Barroso, que ficou à frente da entidade por quatro gestões de (1963 a 1974); Antônio Germano Nascimento Filho (1977 a 1980); José Carlos Galluzzi (1980 a 1983); Guilherme do Amaral Távora (1983 a 1989); Carlos Alberto Sartori (1989 a 1992); João Carlos Cruz (1992 a 1995) e novamente Guilherme do Amaral Távora, no comando do sindicato desde 1995.