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28/02/2013 - 01h41
Sindogeesp e BTP avançam nas negociações
Fonte: AssCom Sindogeesp


Ao contrário da Embraport, terminal de contêineres de Santos que monopolizou as atenções do País na última semana ao ter um navio ocupado pelos trabalhadores portuários em protesto pelo uso da tripulação chinesa, a Brasil Terminal Portuário segue navegando no mar da tranquilidade ao negociar com os sindicatos de avulsos ligados ao Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO).
Depois de promover o treinamento e a qualificação de vários profissionais ligados ao Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp), na última terça-feira negociadores da empresa estiveram reunidos com a direção da entidade laboral para discutir os termos da vinculação dos trabalhadores para as operações no novo terminal.
O vice-presidente do Sindogeesp, Paulo Antônio da Rocha, destacou a postura da BTP. "Trata-se de uma filosofia de trabalho inovadora, na qual o profissionalismo e a gestão de resultados darão o tom da parceria que, a julgar pelos cursos disponibilizados pela empresa e pelas tratativas iniciais, promete ser das mais profícuas".
Segundo ele, o encontro teve como pauta uma minuta apresentada pela empresa abordando as condições de trabalho, ganhos e salários para as diferentes funções, benefícios, vantagens, obrigações e etc. Estão previstas contratações de operadores de pórtico sobre pneus, portêineres, empilhadeiras de pequeno e grande portes.
Atualmente, 37 operadores ligados ao Sindogeesp encontram-se em processo de aperfeiçoamento através dos treinamentos oferecidos pela BTP. Em expediente endereçado ao sindicato, a empresa anuncia a disponibilidade de 290 vagas. "A proposta formulada merece alguns ajustes o que é natural em qualquer processo de negociação, mas certamente chegaremos a um bom termo", disse o dirigente sindical.
Com investimento de 1,8 bilhão, o terminal multiuso da BTP estima movimentar 1,4 milhão de toneladas de granéis líquidos e 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano, o que aumentará em cerca de 30% a capacidade operacional do complexo santista para contêineres.