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19/03/2013 - 02h49

Sopesp recua e greve é suspensa

Fonte: AssCom Sindogeesp



Foi preciso a deflagração de um movimento paredista para que o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) resolvesse abrir negociação com os sindicatos de trabalhadores portuários. No início da noite desta segunda-feira, a entidade patronal finalmente resolveu encaminhar uma minuta de convenção coletiva de trabalho e a greve acabou suspensa pelos líderes sindicais portuários.
 
No documento, o Sopesp afirma que permanece com as portas abertas para os sindicatos no sentido de dar continuidade ao processo negocial. "Recebemos o ofício por e-mail após o horário do expediente administrativo e resolvemos suspender a greve que estava prevista para acontecer no turno da manhã desta terça-feira, até para deixar consignado que estamos realmente dispostos a negociar", afirmou Guilherme do Amaral Távora, presidente do Sindogeesp.
 
Além das cláusulas econômicas, o sindicato que representa a maioria dos operadores portuários e empresas do setor afirma que a manutenção da data-base será priorizada para estabelecer a harmonização das relações profissionais com os trabalhadores. A recusa do Sopesp em negociar com o Sindogeesp, seguida da discordância na instauração de dissídio coletivo resultou na extinção da data-base da categoria em 2010.
 
"Vamos avaliar com calma o ofício que nos foi encaminhado, inclusive com a criteriosa e competente análise do nosso jurídico, para depois discutirmos com a categoria e demais entidades sindicais", disse Guilherme. A greve de 6 horas teria a participação de portuários ligados ao Sindaport, Sintraport, Rodoviários e Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia, além do Sindogeesp. Juntas, as cinco categorias representam cerca de 3 mil trabalhadores.
 
Segundo o dirigente sindical, ao suspender a paralisação os trabalhadores mostraram maturidade e profissionalismo. "Foi uma postura séria e ética por parte dos companheiros diante da possibilidade de acordo vislumbrada através da manifestação feita pela direção da classe empresarial, que merece o nosso respeito e por isso o voto de confiança com a reconsideração da greve", concluiu
 
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