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03/05/2019 - 02h57

Superávit da balança comercial soma US$ 6,06 bi em abril, alta de 2,3%

Fonte: Valor Econômico
 
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,061 bilhões em abril, informou a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, nesta quinta-feira (2). O valor representa um aumento de 2,3% na comparação com abril do ano passado, pela média diária.
 
O valor do mês é resultado de US$ 19,689 bilhões em exportações (retração de 0,1% contra abril do ano passado, considerando a média diária) e US$ 13,628 bilhões em importações (queda de 1,2%).
 
No mês, a corrente de comércio foi de US$ 33,317 bilhões, queda de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
 
Considerando o acumulado de janeiro a abril, o superávit da balança comercial foi de US$ 16,576 bilhões. O número representa um recuo de 8,7% na comparação com o mesmo período, um ano antes.
 
No acumulado do ano, as exportações chegaram a US$ 72,343 bilhões (retração de 2,7% pela média diária, na comparação com o mesmo período de um ano atrás) e importações de US$ 55,766 bilhões (recuo de 0,8%).
 
No ano, a corrente de comércio acumula US$ 128,109 bilhões, queda de 1,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
 
Petróleo 
 
A balança comercial de petróleo e derivados registrou superávit de US$ 3,701 bilhões no acumulado de janeiro a abril. O número representa um crescimento de 48% na comparação com igual período de um ano antes.
 
O número apresentado hoje pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia é resultado de US$ 9,852 bilhões em exportações (avanço de 5,3%, pela média diária) e de US$ 6,152 bilhões em importações (queda de 10,3%, pela média diária).
 
O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão, disse que o preço do petróleo em bruto registrou queda de 6,6% nos primeiros quatro meses de 2019, em comparação ao mesmo período do ano passado. De acordo com Brandão, a importação de combustível tem caído no ano com menor demanda para geração de energia.
 
Menor demanda global
 
Brandão afirmou que entre os motivos da queda na exportação registrada no ano estão a redução do preço da soja, os reflexos da crise na Argentina no setor automotivo e menores volumes de ferro sendo vendidos.
 
O subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior destacou a redução do preço de algumas mercadorias exportadas. Segundo ele, os preços em geral caíram 4,07% enquanto que a quantidade subiu 1,43%. O preço da soja no ano, por exemplo, teve queda de 7,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
 
Brandão afirmou ainda que, no mês de abril, diferentes organismos internacionais fizeram relatórios que apontam para uma economia global ainda morna, o que vem afetando a demanda por produtos.
 
"A guerra comercial e as incertezas fazem com que se invista menos e se demande menos bens. O principal motivo dos números da exportação é a situação da demanda global", disse.
 
No mercado doméstico, a atividade ainda em recuperação é que vem limitando os números. "Esperamos que a economia brasileira continue nesse passo de melhora e que tenhamos uma economia mais aquecida no segundo semestre", disse.
 
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