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23/07/2018 - 04h48

Tecnologia defasada aumenta em 600% chance de funcionário pedir demissão, diz estudo

Fonte: Época Negócios
 
Levantamento com 12 mil funcionários mostra que computadores lerdos, softwares desatualizados e falta de apoio da TI não diminui só produtividade - afeta retenção de talentos e satisfação interna
 
A falta de tecnologia adequada e nova dentro da empresa não apenas é um empecilho para a produtividade, como também desmotiva funcionários e coloca em risco a segurança das operações. A conclusão é de um estudo global da empresa de segurança Unisys divulgado na última terça-feira (17/07). O levantamento mostra que funcionários de empresas com tecnologia defasada têm probabilidade 500% maior de se sentirem frustrados e são 600% mais propensos a pensar em desistir do emprego.
 
Realizado com 12 mil funcionários de 12 países diferentes (incluindo 1.018 pessoas do Brasil), o estudo dividiu as empresas em dois grupos de acordo com feedback dos colaboradores: as consideradas tecnologicamente atrasadas (slow tech) e aquelas avançadas na adoção de tecnologia (high tech), em comparação com empresas concorrentes. Cerca de metade dos funcionários das slow techs se mostra frustrada com as tecnologias utilizadas na empresa - o que inclui computadores lerdos, softwares desatualizados, falta de notebooks e de suporte necessário da equipe de TI. Nas empresas high techs esse percentual de frustração é de apenas 7%.
 
No Brasil, 96% dos funcionários de empresas líderes na adoção de tecnologia se sentem motivados no trabalho e 49% sentem orgulho da empresa. Por outro lado, 65% dos funcionários de empresas defasadas sentem-se desmotivados, 44% mostraram-se frustrados com a tecnologia da empresa e 13% querem mudar de emprego. “A pesquisa traz um fator humano: a transformação digital não é apenas sobre aumentar a produtividade, é sobre reter profissionais, talentos e aumentar a satisfação interna", diz Eduardo Almeida, presidente da Unisys para América Latina.
 
O uso de tecnologia defasada também estimula os funcionários a contornarem processos de segurança, não confiarem nas equipes de tecnologia e a usarem com maior frequência dispositivos próprios - não sujeitos às regras de segurança - para trabalhar. No Brasil, 71% dos entrevistados admitiram ter baixado aplicativos sem suporte da TI, porque são “melhores do que o que a minha empresa oferecia” ou “a empresa não ofereceu uma alternativa apropriada” - a média global é de 63%.
 
Outro dado mostra que 81% dos funcionários no Brasil admitiram terem usado soluções que contaram os protocolos de segurança. O número representa 10 pontos percentuais acima da média global (71%). “As pessoas até entendem os protocolos de segurança, mas, para serem mais produtivas, acabam fazendo uso de ferramentas não totalmente seguras, para acessar as informações na hora e no lugar que precisam”, diz Fabio Abatepaulo, diretor de transformação digital da Unisys para América Latina. O executivo lembra que, em 2017, o custo médio de uma violação de dados para uma empresa foi superior a US$ 3 milhões por incidente.
 
O estudo também avaliou qual tecnologia os funcionários consideram com maior potencial de impacto no mercado de trabalho nos próximos cinco anos. No Brasil, 47% deles apontaram a inteligência artificial - na média global, a IA foi apontada por 36% dos entrevistados. As pessoas que trabalham em organizações high tech mostraram maior receio de perderem seus empregos: 58% dos entrevistados no Brasil e 57% na média global. O estudo mostra que o receio da perda de emprego também envolve desconhecimento a respeito da tecnologia. Apenas 22% dos entrevistados globalmente disseram que entendem "perfeitamente" do que trata-se a IA - enquanto 46% disseram que entendem "um pouco".
 
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