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24/02/2016 - 05h49

Terminais líquidos terão R$ 50 mi para aperfeiçoar plano integrado na Alemoa

Fonte: G1/Santos 
 
Debate sobre últimos episódios na área portuária foi realizado em Santos. Evento marcou inauguração de auditório na nova sede da TV Tribuna.


 
Autoridades públicas e portuárias se reuniram na última segunda-feira (22) em Santos, no litoral de São Paulo, para discutir medidas efetivas para prevenir os incêndios de grandes proporções como os que atingiram terminais na área portuária nos últimos três anos.
 
Empresas que fazem parte da Associação Brasileira de Terminais de Líquidos (ABTL) estimam para os próximos anos um investimento de cerca de R$ 50 milhões para aperfeiçoar equipamentos e infraestrutura na Alemoa, por exemplo. Os recursos podem chegar a R$ 250 mi para área portuária.
 
O encontro realizado no Centro de Santos, marcou também a inauguração do auditório da nova sede da TV Tribuna, afiliada à Rede Globo na Baixada Santista e do Vale do Ribeira. A intenção é que o espaço seja utilizado para discussão de assuntos de interesse regional.
 
"Este local será aberto para discutir problemas da comunidade. É um grande passo que estamos dando e que certamente vai contribuir para melhorar a sociedade que vivemos tratando temas de relevância ", destacou o diretor-presidente da TV Tribuna e presidente da Associação Comercial de Santos (ACS), Roberto Clemente Santini.
 
Incêndios
 
O assunto escolhido para o debate inaugural tratou das experiências de cada gestor local sobre os três episódios marcantes nos últimos anos: o incêndio nos armazéns da Copersucar em outubro de 2013, o incêndio no terminal da Ultracargo, na Alemoa, em abril do ano passado, e o vazamento de gás na Local Frio, em janeiro deste ano. Os três eventos tiveram impacto direto em várias cidades da região metropolitana da Baixada Santista.
 
Temas como a segurança no Porto de Santos, cuidados ambientais, soluções e investimentos foram destaque. Segundo o vice-presidente da ABTL, Mike Sealy, os episódios deixaram claro que há problemas, como acesso ao Porto, e uma real necessidade de "dar um passo a mais".
 
"Estamos procurando excelência operacional e dar um passo a mais. Os terminais estão adequados, licenciados com treinamentos básicos, mas em função do que aconteceu temos que aprimorar. Estimamos investimento de R$ 50 milhões entre empresas para aperfeiçoar. Tem empresa na área da Alemoa, Ilha Barnabé e a Dow Química, em Guarujá. Creio que em 18 meses já poderemos ver os resultados", disse Sealy.
 
Já o consultor portuário e representante da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, defende que além da parte financeira, também serão necessárias outras mudanças.
 
"Nós deveríamos ter um licenciamento unificado. Não só licenciamento, mas também monitoramento e fiscalização como nos portos internacionais. Sabemos que todos os órgãos têm uma boa relação, mas é preciso mapear todo o sistema e definir quem é quem e agir diretamente no local", destacou.
 
Aquino também criticou que quase um ano após o incidente da Ultracargo nos terminais da Alemoa, que paralisaram parte das operações no Porto durante nove dias, as causas ainda são desconhecidas. "Quase um ano depois não se tem resposta do que aconteceu. É um deserviço", acrescentou Aquino.
 
Também participaram de encontro políticos, como o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), o vice-governador do Estado, Márcio França (PSB), representantes da Capitania dos Portos, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Ibama e Codesp.
 
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