Notícias

12/07/2013 - 01h59

Trabalhadores bloqueiam acessos ao Porto de Suape

Fonte: O Estado de S. Paulo
 
 
Debaixo de chuva, às quatro horas da manhã de ontem, trabalhadores de três centrais sindicais começaram a bloquear os três acessos do complexo industrial e portuário de Suape, no município de Ipojuca, a 55 quilômetros do Recife.
 
Nenhum veículo nem ônibus que transportam trabalhadores puderam entrar no complexo, onde trabalham 75 mil pessoas – 25 mil em 105 empresas em operação e 50 mil em 50 empresas em construção. Não houve conflitos.
 
Muitas empresas liberaram os trabalhadores em razão do anúncio do Dia Nacional de Luta, organizado por centrais sindicais e que prevê atos em várias cidades brasileiras.
 
Na entrada principal, em uma via interna do complexo, a TDR Norte, foram queimados pneus. Segundo o diretor de relações sindicais da Força Sindical, Leodelson Bastos, o bloqueio será mantido até o meio-dia, quando os trabalhadores irão para uma passeata no centro do Recife, aglutinando também movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), Via Campesina, médicos e estudantes.
 
Às 5h30, Elias Gomes, operador de máquinas da empresa Amanco, aguardava, dentro de um ônibus a liberação da empresa.
 
“Saí de casa às quatro horas, estamos aqui parados no bloqueio esperando orientação, mas acho que voltaremos para casa”. Ele trabalha no turno das 5h30 às 13h30.
 
A direção do Porto de Suape estima que não haverá prejuízo nas importações e exportações do complexo, que funciona 24 horas, com a paralisação de um turno.
 
Na entrada principal do porto, o caminhoneiro mineiro Sérgio Nonato dos Santos, 53 anos, aguardava, pacientemente, ao lado do filho de três anos, que o bloqueio o deixasse passar com um carregamento de farelo.
 
Depois de passar quatro dias parado na BR-116, na Bahia, diante das manifestações de caminhoneiros, ele demonstrava esperança: “É para melhorar o País, é importante”, afirmou ele, que reclama melhoria das estradas, redução do preço do combustível e aumento do frete.
 
De sapato alto vermelho e maquiado, o professor municipal Flávio Barreto, 30 anos, virou atração do bloqueio. “Saí de casa Flávio e aqui fui batizado de Dilma”, disse ele, que saiu de Escada, município próximo, para apoiar o movimento.
 
“Ou Dilma melhora ou vai perder a cadeira dela”, afirmou o operador de rolo compressor José Luiz da Silva, 29 anos, referindo-se à presidente de verdade. Uma faixa dava o recado dos manifestantes para a presidente: “Dilma, tá na hora de ouvir quem realmente dá duro pelo crescimento do Brasil”.
 
Imprimir Indique Comente

« Voltar

Galeria de
Imagens

Ver todas