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09/12/2013 - 02h27

Trabalhadores protestam nos EUA contra valor do salário mínimo

Com informações do The New York Times

 
Funcionários de lanchonetes de comida rápida em 130 cidades americanas pararam ontem em protesto contra o baixo valor do salário mínimo, de US$ 7,25 a hora (cerca de R$ 17).
 
Não há estatística sobre a adesão, mas o jornal "The New York Times" já a chamou de "maior onda de greves do setor de comida rápida na história".
 
Na semana passada, durante a promoção da "Black Friday", milhares de funcionários da rede varejista Walmart também protestaram.
 
No início deste ano, o presidente Barack Obama pediu ao Congresso que aprovasse o aumento do salário mínimo para US$ 10,10 por hora (o último reajuste foi em 2009).
 
Porém, o projeto, aprovado pelo Senado (controlado pelos democratas), não entrou nem sequer em votação na Câmara dos Representantes, que é dominada pela oposição republicana.
 
Líderes dos trabalhadores do setor pedem a Obama que assine uma "ordem executiva", a versão americana das medidas provisórias, e que não espere o Congresso.
 
O salário anual médio de um trabalhador do setor de fast-food é de US$ 16 mil, ou US$ 1.335 por mês (R$ 3.137). A linha de pobreza no país é de US$ 23 mil (para uma família de quatro pessoas) e de US$ 11 mil para quem vive só.
 
Em Washington, o salário mínimo subiu para US$ 11,50 – o maior do país é de US$ 15, na região metropolitana de Seattle. Talvez, por isso, os protestos na capital do país foram reduzidos – apenas três lanchonetes fecharam, uma delas o McDonald's do Museu Aeroespacial.
 
Em 19 Estados dos 50 do país, há um salário mínimo local com valor superior ao federal.
 
AJUDA SINDICAL
 
Por causa da alta rotatividade do setor, a categoria tem baixo índice de sindicalização. A União Internacional dos Empregados em Serviços, uma central sindical, acabou emprestando sua estrutura para o movimento.
 
Pouco mais da metade dos trabalhadores que recebem salário mínimo no país tem entre 18 e 24 anos de idade.
 
Microempresários têm reclamado que o aumento do salário causaria inflação e empresas pequenas teriam que demitir pessoal.
 
Sindicatos argumentam que o aumento dos salários beneficiaria toda a economia, com o maior poder de compra dos estimados 3 milhões de empregados do setor.
 
Em valores ajustados ao dólar de 2012, o salário mínimo atingiu seu maior valor em 1968, segundo o centro de pesquisas Pew.
 
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